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Eu, Zumbi ( 2010 )

edward 15 de fevereiro de 2014
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Tentei me desapegar do sentimento que vem a mente repetidamente quando li este obra do Allred e Roberson: um sentimento de familiaridade com Buffy: A Caça Vampiros, pelo menos em sua condução. E apesar da temática distinta: zumbis ao invés dos sangue-sugas, o carnaval do monstro louco é o mesmo em ˜iZombie˜ – tradução literal e livre para: Eu, Zumbi – a história de Gwendolyn Price, uma coveira que leva uma vida sem muitos anseios entre conversas quadradas com sua amiga fantasma, Ellie, e comer cérebros frescos do recém-enterrados.
“…E seus amigos paranormais aprontando todas e se metendo em ALTAS CONFUSÕES…”
 

Contém Spoilers não tão relevantes.

Essa resenha é sobre o primeiro número da história Dead To The World, publicada em Julho de 2010 pela Vertigo.
Gwendolyn é um personagem interessante, sim. Tem um carisma de uma gótica entediada vivendo com elementos necessários para corroborar com um universo que varia de Tim Burton à Neil Gaiman. A própria possuí um design que lembra um canção de Siouxsie & the Banshees, refletindo alguma garota presa em um pesadelo de Matterson e dirigida com o toque de gore do Sam Raimi.
Viver entre os vivos se tornou um paródia de vida, na condição de um genuína zumbi lúcida. Sabendo que caso não coma um cérebro humano de tempos em tempos, sentirá uma fome imensurável até degrade o comportamento bestial. Nada que ela não leve na boa com seus comentários ácidos e um estado eterno de azia sexy, juntamente com um amiga morta – pelo menos a mais de 40 anos – Ellie dentro de um cemitério e tentando levar uma vida longe dos olhos mundanos. Isso é, na medida que podemos chamar de rotina quando esse habito de alimentar-se de Gwendolyn se extende por mais problemas do que normalmente traria.
A ambientação com fortes tons da década de 60, na lanchonete da Dixie, passando própria Ellie, tudo remete o que parece um era de ouro da mente do autor, mas são os detalhes que mudam a intensidade e comando o ritimo da história que então passa de uma crônica fora do eixo para um episódio de uma série pop qualquer envolvendo o elemento místico.
Por necessidades básicas..

Por necessidades básicas..

O caldo aumenta de volume, sem engrossar a medida que incluem grupos de vampiras em uma irmandade típicas de universidades e uma organização antiga caçadoras de criaturas sobrenaturais. Tudo isso em meio a questões morais que Gwen se submete dado os fios mortais que ainda se ligam nas fibras musculares de sua carcaça. O ritimo é bem mais compassado e organizado do que pode parecer, sem intensos atropelos narrativos compreensíveis em roteiristas iniciantes, mas não tão genial quanto divisores de água nas graphic novels como V de Vigança ou Watchmen.

Tudo isso se torna um compreensivo vindo da mente do escritor Chris Roberson já conhecido por extensa contribuição menores em trabalhos de ficção cientifica como forte influência da década de 70 e 80 que vão desde Clockwork Storybook Offline, Volume I: Mythology, passando por Shark Boy and Lava Girl Adventures ( livro 1 e 2 ), pockets books de X-Men ( X-Men: The Return, 2007 ) até Stark Trek ( Star Trek: Myriad Universes: Brave New World Pocket, 2008 ); Claro que merecia uma linha aqui para um outra excelente contribuição como publicador também, Roberson, na diretoria da própria Clockwork Storybook Publisher. Tendo os trabalhos reconhecidos por diversas mídias especializadas como: Locus Magazine, The Magazine of Fantasy & Science Fiction, Asimov’s Science Fiction, The New York Review of Science Fiction, Infinity Plus and RevolutionSF.
 
E em se tratando de HQs, também não é diferente, tendo escrito para títulos de peso do selo DC, como House of Mystery ( icone para fãs do gênero horror, em sua versão nova 2009 ) até Fables.  Nada mais justo que uma chance para dirigir a criatividade e um título próprio.
 
"essa turminha além do além vai encarar altas aventuras.."

“essa turminha além do além vai encarar altas aventuras..”

E obviamente a cereja do bolo veio do traço de Michael Allred conhecido por ter trabalhos extensamente influênciados pela  pop art, sim aquelas derivadas da art produzida para fins comerciais. O que explica muita das referências citadas acima.
Seu traço é incomum, e os personagens secundários acabam por receber expressividade mais tímida, enquanto os distonantes do nosso senso comum resmumgam nas páginas uma caricata face beirando o ridículo como o Scott, um homem-terrier, quase um lobisomem mas com cara de cachorro sem dono, e quando não ostenta como a maioria um olhar cínico. A diferentemente dos traços sujos e tradicionalmente confusos de tantos outros, Allred, delineia cenários complexos de forma bem simples, linhas grossas e mulheres candidatas a pinups e estranhos homem vindos de um clipe do Seal.
Outro detalhe importantíssimo é o trabalho de colorização de Laura Allred, esposa do Michael, que por vezes utiliza o padrão moiré tão presente nas impressões em diversos pop art, advindo fortemente dos cartazes da década de 60. Dando ainda mais um clima “brilhantina” a história, quase querendo correr para a veia noir – apesar de metida a detetive, “Gwen”, está mais para scooby-doo que Dick Tracy.
E como eu disse anteriormente, o detalhes, inclusive da coloração dão um profundidade diferente a obra, como o acinzentado do uniforme da garota zumbi em comparação aos demais colegas de trabalho dão a dica da natureza da mesma, sem precisar obviamente apontar para a tonalidade de pele e sucos dos olhos.
A revista foi publicada entre 2010 e 2012, sendo indicada inclusive para o prêmio Eisner Award em 2011 como Best New Stories, essa foi a review sobre o seu primeiro título, lançado em Julho de 2010.
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