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O estrangulador de Lakeshore está de volta…
De volta!

De volta!

Essa seria uma excelente chamada para uma breve resenha sobre a série de HQs sobre o Good Guy, ou Chucky, como ficou conhecido Charles Lee Ray se essa mesma resenha fosse escrita por um jornaleco genérico com apelo populista. Mas vamos encarar os fatos: como fãs do gênero de horror ( antigo TERROR quando não era politicamente inconveniente  ) nascidos nos anos 80 e crescido nos anos 90 ficaria difícil  não ter passado pela franquia dos filmes Chucky Child’s Play )  conhecido aqui no Brasil pelo título de Brinquedo Assassino e seu apelo pipoca pelo velho e bom estilo slasherspooky horror  que transformava nossas TV CRTs em verdadeiros aquários de sangue.

Dito isso, adianto-me: não é nada excepcional mas ficou melhor que a recente continuação cinematográfica: Curse of Chucky

Lançado pela Devil’s Due Publishing em primeiro de abril de 2007, intitulado apenas como CHUCKY o primeiro número da HQ sobre o mini psicopata de látex já desce no gore logo nas primeiras páginas escritas pelo próprio Brian Pulido, criador da série original, como uma continuação direta de Seed of Chucky e Bride of Chucky, mas não do mesmo ponto de finalização para ser mais exato, a revista faz um fã service retratando as primeiras impressões no local onde a lenda do  próprio Charles Lee Ray começou: as margens do Lakeshore e o velho grupo de adolescente genéricos fazendo as velhas e clichês típicos dos slashers dos anos 80/90. O primeira reflexão que fica é a incongruência é a fama de “estrangulador”, o Lee Ray, dado o histórico de amor e declarações exaustiva do uso de objetos cortantes nos filmes de série e até mesmo nos desponte do possesso brinquedo das páginas da própria HQ. Mas Brian está atento e tenta em alguns monólogos satânicos ( como gosto de chamar os monólogos entre psicopata e público ) do próprio Chucky. Isso é um sinal de que apesar do tema – diante mão o público atual – não ser levado muito a sério o roteirista ainda demonstra um cuidado com o aparar das pontas, até mesmo para tirar o indigestão que ficou quando você faz o retrocesso nostálgico.

A Arte é de Josh Medors, que fez um excelente trabalho na capa e na apresentação do próprio Chucky – painéis iconicos que facilmente ser reverteriam em pôsteres, mas parece ter um sincero problema em desenhar personagens humanos que não pareçam genéricos ou pelo menos a impressão de ter sido tirados em um catálogo Vogue perdido em um cabeleireiro.

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Medors que fez excelente trabalhos como Frank’s Frazetta’s Swamp Demon, o também famoso 30 Days of Night, co-autor de Willow Creeck e tantos outros com um potencial gigante, de onde visivelmente se vê as melhores manifestações de seu trabalho nas diversas capas e contribuições para a obra de Steve Niles. Infelizmente, Josh, morreu ainda muito jovem na idade de 36 anos por conta de um câncer na coluna.

Brian faz um roteiro bem amarrado pelas tiradas de humor negro, dá ao Chucky um ar sádico mais consistente ao personagem do que nos filmes, com piadas um pouco mais pornográficas que poderia deixar passar a censura juvenil dos filmes da época. O Alma sebosa do playground, Chucky, é levado a visitar os conhecidos – jamais esquecidos – Jade e Jessie, antes uma parada ao Detetive Preston. O argumento está corrido e nada fala de como Chucky retornou dos mortos dado o último filme, mas como esse primeiro número só nos faz uma introdução rápida e termina em um “Continua” das frases de efeito.

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