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Jeniffer Blood – First Blood ( 2012 )

edward 25 de junho de 2015
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Pensando sobre a sinopse da revista, fiquei repassando os dados em minha mente afim de não parecer demasiadamente superficial, mas não consegui fugir da premissa que a revista em si o seja: Jeniffer Blutes, uma dona de casa de um subúrbio qualquer que dentre as obrigações domiciliares e mãe de família, guarda consigo um passado tortuoso envolvendo sua família formada por senhores do crime, e ao que parece sobrou para seus pais, e tudo tem haver com o velho e bom Tio Wendell. “Nem todos eram tios de verdade…” como ressalta Jeniffer.

A primeira revistaLayout 1 não apresenta muito sobre o que realmente ocorreu com a família de Jeniffer e narrativa se arrasta alternando flashbacks e uma pincelada agitada no que parece uma versão dos quadrinhos da Sra. Smith. Demarcado aqui pelo título de “Scary Dream“, brincando com os desfechos quer fariam Sidfield orgulhoso numa linguagem de roteiros para seriados de ação e um timming impecável praticamente feito para enlatar na medida correta afim de manter o leitor dentro de um espaço-tempo confortável guiado pela bela dona de casa badass. Infelizmente não empolga, talvez pela quantidade de informação que é preciso passar antes do próximo passo da personagem, talvez o primeiro número precisasse de mais páginas para vender a ideia.

Talvez pelo fato de que a personagem não é de facto nenhum personagem desconhecido do público. Tendo o primeiro número da personagem em aparição oficial em 16 de Fevereiro de 2011, parte 1 da história War Journal então sob a escrita de Garth Ennis e traço do brasileiro Adriano Batista. Mas se levarmos em consideração que essa seria uma excelente oportunidade de angariar novos leitores a partir da narração da gênesis do vigilante na personalidade de Jeniffer, e acabou-se perdendo por conta do formato de roteiro adotado.

Há, aparentemente, uma preocupação constante do roteirista Mike Carroll de não entediar o público mais volátil e pouco pacientes para tramas muito extensas. Claro, que isso não seria um problema ao público já consumidor de HQs com sagas complexas e com distanciamento maior entre a ação e pancadaria; fico confortável em arriscar que leitores alguns títulos da Image Comics adultos( talvez Darkness/Witchblade ?), fãs de A.L.I.A.S entre outros com certeza se sentiriam a vontade com a revista, mas ainda defendendo a idéia do parágrafo anterior de que precisaria de alguns outros números para ter ideia do geral e talvez comprar a ideia do título Jeniffer Blood.Layout 1

Outros aspectos técnicos da obra faz bem: o letreiro , trabalho de Rob Steen que repete a dose já trabalhada na série anteriormente, a capa de Mike Meyhew rivalizando em qualidade com as lançadas em War Journal por Tim Bradstreet e seus traços realistas. Os tons de sépia para contar flashbacks, atribuídos à Inlight Studio, o próprio traço do Igor Vitorino que se distanciou do que encontramos do padrão para outras obras de Ennis, diferente de Adriano que seguiu passos das obras como The Boys pela própria Dynamite Entertainment.

Enquanto no Brasil…

Talvez por uma jogada mais acertada é lançado aqui de Jeniffer Blood – I: Dupla Jornada Mortal em Outubro de 2012 ao invés da publicação direta de First Blood. Se talvez a editora Panini mantenha a publicação da Jeniffer Blood por todos os números já lançados no exterior, seja possível alcançar First Blood em território nacional e então o público já estaria mais acostumado a história de Jeniffer e aproveitariam em máxima o traço de Vitorino que assumiu o legado de Adriano.

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