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Salve, galera! É com muita animação que trago a vocês meu primeiro post sobre quadrinhos clássicos! Hoje eu começo a falar desta publicação que foi uma iniciativa muito legal da Editora Abril Jovem, lá no início dos anos 1990 e que saiu aqui em cinco edições, reunindo por volta de 800 páginas de bons quadrinhos de super-heroi … ou, neste caso, super-vilão! Essa compilação trouxe algumas HQs antigas que já haviam sido publicadas pela editora nos anos 1980, mas para minha agradável surpresa, grande parte era material inédito. Lendo a Saga, pude conhecer a trajetória de Thanos (de quem já falei em outro post) dentro da Marvel de forma cronológica e ficar espantado com a qualidade da trama.

Falando de forma crítica, claro que há problemas na história. Existem tolices óbvias como, apesar de Thanos ser tido como o maior assassino da criação, ele diversas vezes não matar os inimigos, mas capturá-los para gabar-se de seu poder de forma arrogante, e guardá-los como troféus vivos a testemunhar seus feitos horrendos. Mas temos que lembrar que são apenas histórias, e que é graças a esse tipo de atitude cometida pelos personagens que as histórias andam. Se você não conhece Thanos, ou conhece mas não sabe porque ele é tão temido, esta postagem é pra você! Me acompanhe pra descobrir sobre a criação do deus da morte da Marvel!

Thanos e Iron ManSua primeira aparição se deu na revista Iron Man 55, no ano de 1973. Juntamente surge Drax, o destruidor, como seu nêmesis, criado pelo deus cósmico Kronos apenas para matá-lo. Neste momento, Thanos era apenas alguém misterioso, embora muito poderoso. Não se sabia seus reais objetivos na Terra, mas isso mudaria em breve, graças a seu criador, Jim Starlin, que ficou conhecido por suas grandes sagas cósmicas. A princípio desenhista, Starlin se destacou como roteirista ao assumir a revista Captain Marvel, onde desenvolveu Thanos como um grande manipulador e também guerreiro, e contando com poderosos subalternos. Dentre estes, o Superskrull e o “Controlador” foram os que deram mais trabalho ao Capitão Marvel, em lutas altamente destrutivas, que davam boa noção do elevado nível de poder desses personagens. E se os “peões” já eram fortes o bastante para demolir prédios inteiros, imaginem o monstruoso poder de seu mestre!

Isso era ponto comum nas HQs de Starlin: bastante ação e dinâmicas cenas de luta. Seus desenhos também melhoraram, e as histórias foram ganhando tramas secundárias e subtextos que enriqueceram heroi e vilão, tornando o Capitão e Thanos mais importantes dentro da editora. As ações do ser maligno tinham objetivos grandiosos e isso trazia consequências para muitos outros personagens além do Capitão. Sem querer ou ter noção disso, muitos herois foram usados por Thanos ou acabaram envolvidos em suas maquinações cósmicas. O Coisa, o Hulk, Demolidor, a heroina Serpente da Lua, os Vingadores e até o Homem-Aranha são alguns exemplos. Os primeiros objetivos de Thanos foram então esclarecidos: ele havia conseguido dominar Titã, seu mundo natal, e agora seria a vez da Terra, onde se encontrava escondido o Cubo Cósmico (visto nos cinemas como o Tesseract), objeto capaz de realizar qualquer desejo.

Nessa época, Thanos não tinha um inimigo a altura. Foi então que um ser ancestral chamado Eon entrou em contato com o Capitão Marvel e evoluiu seus poderes, dotando-o de uma “consciência cósmica”. Mar-Vell (o verdadeiro nome do Capitão) deixou de ser só mais um heroi violento e tornou-se superior, conectado ao cosmo e entendendo melhor o funcionamento da vida e seu lugar nela. De posse dessa nova habilidade, ele descobriu a verdade sobre Thanos e pôde confrontá-lo. O Capitão e o Destruidor procuraram a ajuda dos Vingadores, que impediram que a Terra fosse invadida por uma armada alienígena, mas foram ao mesmo tempo ludibriados por Thanos, e ficaram presos em outra dimensão. Acontece que o vilão já havia conseguido o Cubo Cósmico e estava fazendo o diabo aproveitando-se de seus poderes. Derrotando os herois, Thanos então une sua consciência ao cosmo e se torna um deus, minando as esperanças do capitão Marvel. Mas como sempre acontece nos quadrinhos, o excesso de poder de Thanos faz com que ele cometa um erro, e o Capitão, com a ajuda do Destruidor, consegue pegar o Cubo Cósmico e aparentemente o destrói, matando Thanos… ou assim se pensava.

9Tudo isso eu li recentemente e, no geral, considerei uma ótima saga! Os desenhos e roteiros não são apenas de Starlin, mas também de feras como a dupla Stan Lee e Jack Kirby, John Buscema, Dave Cockrum, Gil Kane e vários outros. Lendo estas HQs me vi novamente preocupando-me com os destinos dos personagens de uma forma que hoje em dia é difícil acontecer, devido a bagagem de quadrinhos que acumulei em mais de vinte anos como leitor. Foi como descobrir coisas novas, e em parte é isso mesmo. Jamais havia lido essas histórias, publicadas originalmente nos EUA antes de eu nascer, e republicadas aqui antes de eu ganhar minhas primeiras revistas de heroi. Poucas coisas eu havia lido com a presença de Thanos e eu não tinha interesse em herois cósmicos em minha infância e adolescência: Capitão Marvel, Drax, Warlock… parecia complicado demais, estranho demais para que eu entrasse de repente em suas histórias. Eu sabia que eram personagens com uma certa cronologia que eu não acompanhava, então fui deixando passar, sempre pensando neles como personagens míticos, misteriosos. E vejo que acertei. As histórias de que vou falar a seguir, onde o heroi é Adam Warlock (“que nome estranho para um heroi espacial”, eu pensava), têm uma carga mais filosófica a pessimista (nada profundo, porém), algo que certamente eu não apreciaria vinte anos atrás. Hoje, correndo atrás de material antigo em sebos e na internet, vou conseguindo acesso a estas pérolas. E recomendo sua leitura a todos que quiserem saber porque esses personagens são tão longevos. Bons personagens. Boas histórias. É disso que precisamos!

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Por enquanto é só, meus chapas! Resumi aqui minhas impressões sobre os dois primeiros números da Saga de Thanos, mas ainda existem mais três edições, então deixarei o resto para outro momento. Espero que gostem desta postagem, e que tenham ficado tão curiosos tanto quanto eu para saber mais. Em breve voltaremos a este assunto, então, enquanto isso, dêem uma procurada no material e confiram por si próprios. Estou garimpando minhas próprias edições, e já tenho um pouquinho da coisa. Quem sabe, quando eu falar novamente de Thanos e suas maldades, eu já tenha em mãos outras raridades desse deus louco. Então, até a próxima postagem!

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