Flash Gordon – Alex Raymond e as origens da Space Opera

Alex Raymond
Alex Raymond

Tocar as estrelas, vagar entre elas como se faz ao transpor rios e montanhas, sempre figurou como um dos maiores desejos presentes no imaginário humano. Desde tempos remotos, nossa espécie nutriu uma gigantesca curiosidade por saber o que se esconderia além do céu a envolver seu mundo.

Autores como H.G. Wells (Set/1866 – Ago/1946) e Edgar Rice Burroughs (Set/1875 – Mar/1950) nos levaram a aventuras fantásticas nas quais seres de outro mundo travam contato com o animal humano. Em “Guerra dos Mundos”, fomos vítimas de uma invasão, onde os habitantes do exaurido Marte bebiam nosso fluido, além de utilizá-lo para transformar a paisagem da indefesa Terra em uma versão do distante planeta rubro do qual houveram partido.

Já em “Uma Princesa de Marte”, acompanhamos um herói solitário descobrindo-se em meio à guerra entre duas raças naquilo que era a sombra de um grandioso Barsoon. As mais poderosas cidades-estado marcianas enfrentavam-se num conflito cuja duração era medida em séculos. Após algumas desventuras e ter sua vida posta em risco diversas vezes, John Carter torna-se o líder de guerra dos Tharks (marcianos verdes, dotados de grande força e quatro braços, bem diferentes de seus antagonistas de pele vermelha) e, aliando-se ao exército da princesa Dejah Thoris (seu par romântico), luta para livrar o planeta das aspirações tirânicas da metrópole/nação rival.

Galeria de Artistas que desenharam as aventuras de Flash Gordon entre as décadas de 1930/2000
Galeria de Artistas que desenharam as aventuras de Flash Gordon entre as décadas de 1930/2000
Flash Gordon, por Alex Raymond
Flash Gordon, por Alex Raymond

Desse modo, não seria algo impossível o surgimento de heróis voltados ao gênero ficção científica na mídia que vinha ganhando espaço entre leitores nos anos seguintes à publicação original dessas obras: os quadrinhos. Em 1928, o aventureiro espacial Buck Rogers foi adaptado dos romances pulp de Philip Nowlan (Nov/1888 – Fev/1940) para tiras em formato impresso nos jornais. Um detalhe interessante é o de que o autor mudou o nome do personagem de Anthony para Buck, quando este ganhou forma no lápis de Dick Calkin (Ago/1894 – Mai/1962).

O enorme sucesso de Rogers impulsionou a criação de um dos mais célebres personagens da FC. Em 1934, Flash Gordon surgia, com roteiro e arte de seu criador, Alex Raymond (Out/1909 – Set/1956), nas páginas das publicações de propriedade da King Features Syndicate (detentora dos direitos de Popeye, Mandrake, Fantasma, dentre outros), enfrentando o maligno Imperador Ming, o impiedoso que governava com mão de ferro o planeta Mongo, em rota de colisão direta com a Terra.

Gordon representava o ideal de “perfeição” imaginado para os heróis de sua época: atleta (era o capitão da equipe de polo da universidade na qual estudava), inteligente e ousado. Dotado de uma coragem irascível e tenacidade ímpar, o “homem da Terra” desembarca em Mongo, acompanhado por Dale Arden e o (não tão bravo) Dr. Hans Zarkov.

Imperador Ming, o impiedoso por Alex Raymond
Imperador Ming, o impiedoso por Alex Raymond

Arden, apesar de demonstrar coragem e independência acima da média para personagens femininas do período era, para o desespero das leitoras de hoje, a “namoradinha” do herói, envolvendo-se em muitas situações nas quais Gordon precisa resgatá-la e/ou protegê-la. Largamente inspirado em John Carter (a King Features Syndicate tinha o plano original de adquirir os direitos de publicação em quadrinhos da obra de Burroughs. Contudo, não conseguiram entrar em acordo com o autor), Flash descobre-se num mundo alienígena, povoado por raças nunca antes imaginadas (por ele e pelos leitores).

Zarkov foi o responsável pela construção do foguete no qual o grupo segue para Mongo. Desde sua primeira aparição em 1934, é considerado um gênio científico de brilhantismo incomparável. Uma curiosidade acerca do personagem é que seu primeiro nome foi trocado por “Alexis” no seriado “Flash Gordon’s Trip to Mars” (“A Viagem de Flash Gordon à Marte”, 1938).

Flash Gordon e Dale Arden, por Alex Raymond
Flash Gordon e Dale Arden, por Alex Raymond

A exemplo da obra de Burroughs, Mongo também estava em guerra. Ming, o Impiedoso, lutava para sufocar a revolta liderada pelo regente de Arboria, Príncipe Barin. A “semelhança” com Robin Hood é enorme. Tanto na aparência, quanto nos métodos utilizados por ele para enfrentar as forças do terrível monarca.

Barin, com o passar do tempo, tornou-se um dos melhores amigos de Gordon, apesar de, em sua primeira aparição, haver forçado o aventureiro a lutar contra seu companheiro de viagem, Zarkov. Impressionado com a bravura demonstrada por ambos, poupa a vida dos combatentes.

Em suas viagens por Mongo, Flash encontra Vultan, o Rei dos Homens Alados (“Hawkmen”, no original). No início, o nobre poderia ser considerado um vilão pois, mesmo ressentindo-se quanto a dominação de Ming sobre o planeta, cumpria os desmandos do tirano sem questionar. Ele, também, tentou fazer com que Dale Arden se tornasse uma de suas esposas, demonstrando seu grande apetite pela vida, comida e mulheres.

Flash Gordon, by Jim Keefe e Joe Kubert
Flash Gordon, by Jim Keefe e Joe Kubert
Vultan, o Rei dos Homens Alados por Alex Ross
Vultan, o Rei dos Homens Alados por Alex Ross

Após Zarkov salvar sua capital, Vultan torna-se um dos maiores aliados de Gordon e seu enclave rebelde. O homem alado foi homenageado pela banda Queen na faixa “Vultan’s Theme” (parte integrante da trilha sonora do filme “Flash Gordon”, 1980). Ele é lembrado, entre os fãs, pelas frases “Esquadrão 401, mergulhaaaaaaarrrr!!!”, “Garoto impetuoso” e “Gordon está vivo?” Vultan também pode ter servido de inspiração para o personagem “Hawkman” (“Gavião Negro” no Brasil), criado por Gardner Fox (Mai/1911 – Dez/1986) e Dennis Neville em 1940.

Hans Zarkov e Dale Alen, por ALex Ross
Hans Zarkov e Dale Alen, por ALex Ross

Além de Barin e Vultan, Flash também contava com o auxílio de Thun, o príncipe dos homens-leão. Filho de Jugrid, o monarca de seu povo, o guerreiro se torna amigo do protagonista ao conhece-lo após um ataque contra Mingo (a capital do império de Ming). Ao longo de suas aventuras, Thun ajudou Gordon a impedir que Ming desposasse Dale Arden por duas vezes. Como já observado, essa era uma temática comum à época (a mocinha indefesa, alvo das investidas “românticas” do vilão). Alguns estudiosos apontam que a raça de Jugrid e Thun foi inspirada nos homens-animais presentes na obra “A Ilha do Dr. Moreau” (“The Island of Doctor Moreau”, 1896) de H.G. Wells.

Flash Gordon e Príncipe Barin, por Alex Raymond
Flash Gordon e Príncipe Barin, por Alex Raymond

Dentre todos os incríveis coadjuvantes em suas aventuras, um destacou-se, sobremaneira, até hoje no imaginário popular: Ming, o impiedoso. Governando o planeta através do medo e violência, o imperador encarnava o conceito de mal do período onde foi criado. O déspota contava com um arsenal de armas e equipamentos avançadíssimos, bem como um numeroso exército.

Dotado de perversidade e sede de poder sem limites, o monarca rapidamente se tornou inimigo do aventureiro espacial após sua chegada a Mongo. Sua aparência e nome devem-se a um fenômeno racista observado até quase o final do século XX, chamado “yellow peril” (“o perigo amarelo”), no qual os norte-americanos temiam um levante vindo do oriente, onde um líder político/religioso arregimentaria as nações do leste contra o mundo ocidental.

Palavras de John W. Dower (Jun/1938), historiador estadunidense sobre o assunto:

“The vision of the menace from the East was always more racial rather than national. It derived not from concern with any one country or people in particular, but from a vague and ominous sense of the vast, faceless, nameless yellow horde: the rising tide, indeed, of color.”

“A visão da ameaça vinda do Oriente sempre foi mais racial que nacionalista. Isso não é oriundo a apenas um povo ou nação em particular, mas de um vago e obscuro senso de uma vasta, sem rosto e sem nome horda amarela: uma onda crescente, de fato, de cor.”

Capa de "The Mystery of Dr. Fu-Manchu", 1913
Capa de “The Mystery of Dr. Fu-Manchu”, 1913

Um exemplo desse temor foi o personagem Fu-Machu (protagonista da série iniciada em “The Mystery of Dr. Fu-Manchu”, 1913), criado pelo autor britânico Sax Rohmer (Fev/1883 – Jun/1959), no qual os planos engendrados pelo maligno gênio criminoso eram combatidos pelas forças do ocidente. Além de Ming, Fu Manchu inspirou centenas de outros personagens, como Zheng Zu (Marvel Comics, 1973), pai de Shang-Chi, o Mestre do Kung-Fu (Marvel Comics, 1973), líder de uma vasta e terrível organização criminosa.

Ming tem uma filha, a maquiavélica Princesa Aura. No início, Aura é tão ou mais cruel que o pai. Durante as primeiras aventuras, sentia ciúmes da companheira de Gordon, sempre tramando para que Dale fosse morta ou se mostrasse fraca e sem valor. No entanto, sua atração pelo estranho “homem da Terra”, leva-a a modificar seu comportamento. Com o tempo, a jovem abandona o mal e, mais tarde, casa-se com Barin, o regente de Arboria sendo banida de Mingo por tal ato de traição contra o imperador.

Mapa do Planeta Mongo
Mapa do Planeta Mongo
Buster Crabbe
Buster Crabbe

Flash Gordon é um dos personagens de FC com maior longevidade em publicações e representação em mídias dos mais variados tipos. Suas aventuras em quadrinhos, iniciadas em 1934 além da mídia impressa, também ganharam um seriado em live-action em 1936, com duração de 13 episódios, estrelado por Buster Crabbe (Fev/1907 – Abr/1983), no papel do herói espacial, Jean Rogers (Mar/1916 – Fev/1991) como Dale Arden e James Pierce (Ago/1900 – Dez/1983) interpretando o Príncipe Thun. Uma continuação intitulada “Flash Gordon’s Trip to Mars” (no Brasil, “Flash Gordon no Planeta Marte”), foi filmada em 1938, também com Crabbe representando Flash Gordon.

Em 1940, Buster Crabbe retorna no filme “Flash Gordon Conquers the Universe”. Uma curiosidade é a de que Buster Crabbe tingia os cabelos de loiro, para conferir maior autenticidade à sua representação de Gordon nas telas. Além disso, Crabbe foi um atleta olímpico e ídolo da natação em sua época. Outro fato interessante a respeito do ator, é que ele interpretou o Brigadeiro Gordon, no segundo episódio da série “Buck Rogers in the 25th Century” (“Buck Rogers no Século XXV”), que foi ao ar entre 1979/81.

Cartaz de Flash Gordon Trip To Mars (1938)
Cartaz de Flash Gordon Trip To Mars (1938)

Dino De Laurentiis (Ago/1919 — Nov/2010) produziu, em 1980, o longa-metragem “Flash Gordon”, estrelado por Sam J. Jones (Ago/1954) no papel de Gordon, Melody Anderson (Dez/1955) interpretando Dale Arden, Chaim Topol (Set/1935) como Dr. Zarkov, Max von Sydow (Abr/1929) representando o Imperador Ming, Timothy Dalton (Mar/1946) como príncipe Barin e Ornella Muti (Mar/1955) dando uma nova encarnação à Aura. A película não agradou a crítica, tornando-se um fracasso nas bilheterias. Ao longo dos anos, o filme acabou por se tornar “cult” entre os fãs e apreciadores de FC. Um dos melhores pontos da obra é sua trilha sonora, composta e interpretada pela banda Queen.

Uma paródia soft-porno intitulada “Flesh Gordon” foi lançada em 1972. Ela também transformou-se num “cult” e acabou gerando uma seqüência em 1989: “Flesh Gordon Meets the Cosmic Cheerleaders”.

Cartaz do filme Flash Gordon (1980)
Cartaz do filme Flash Gordon (1980)

Além das representações live-action das décadas de 30/40 e do filme de 1980, o personagem também apareceu na série televisiva “Flash Gordon”, com 39 episódios exibidos entre 1954/55, com Steve Holland (Jan/1925 – Mai/1997) no papel título. Uma curiosidade é seu produtor, haver remontado-a como um filme, em 1957. Em 2007, o canal norte-americano SyFy exibiu a série “Flash Gordon” (encerrada na primeira temporada, de 22 episódios), estrelada pelo ator Eric Johnson (Ago/1979). No enredo, Steven Gordon é um jovem marcado por uma tragédia familiar: a morte de seu pai num estranho incêndio em um laboratório, que ocorrera quando o herói tinha apenas 13 anos. Passados alguns anos, Steven descobre que o incêndio tem relação com um objeto vindo do espaço. Com a ajuda de seus amigos Dale Arden, Gina Holden (Mar/1975) e o cientista Hans Zarkov, Jody Racicot, Flash descobre que o acidente está ligado ao ditador intergaláctico Ming, John Ralston (Out/1964), que deseja destruir toda a humanidade.

LP contendo gravações de episódios do programa de Rádio protagonizado por Flash Gordon
LP contendo gravações de episódios do programa de Rádio protagonizado por Flash Gordon

Em 1935, as tiras de quadrinhos foram adaptadas para a série de programas de rádio “The Amazing Interplanetary Adventures of Flash Gordon” (“As Extraordinárias Aventuras Interplanetárias de Flash Gordon”), com duração de 26 episódios e foi extremamente fidedigna à versão impressa, exceto pelos dois últimos episódios, nos quais Gordon e seus amigos encontram Jungle Jim (Jim das Selvas), personagem criado por Alex Raymond em 1934. Uma segunda série, intitulada “The Further Interplanetary Adventures of Flash Gordon” (“As Novas Aventuras Interplanetárias de Flash Gordon”) foi ao ar em 1936.

“The New Adventures of Flash Gordon” (1979)
“The New Adventures of Flash Gordon” (1979)

Fez uma aparição, em 1972, no longa-metragem de animação “Popeye Meets the Man Who Hated Laughter”, exibido como parte do “The ABC Saturday Superstar Movie”, ao lado de Popeye e outros personagens de tiras de quadrinhos distribuídas pela King Features Syndicate: Katzenjammer Kids, Príncipe Valente, Barney Google e Snuffy Smith, Blondie, Recruta Zero, O Fantasma, Mandrake, Little Iodine, Little King, Hi and Lois, Henry, Steve Canyon, Tiger e Tim Tyler’s Luck.

Flash Gordon (1996)
Flash Gordon (1996)

Em 1979, a Filmation produziu uma série em desenho animado baseada nas histórias em quadrinhos (“The New Adventures of Flash Gordon”), e sua primeira temporada é apontada, por muitos, como um dos melhores trabalhos do estúdio. Embora esta série tenha sido lançada primeiro, o filme para TV “Flash Gordon, The Greatest Adventure of Them All”, foi produzido antes.

Em 1986, o desenho animado “Defenders of the Earth” (“Os Defensores da Terra”) mostrou Gordon lutando ao lado de outros personagens famosos do King Features Syndicate: Fantasma, Mandrake e seu aliado Lothar. Uma curiosidade interessante a respeito dessa animação, é de que a letra da música de abertura foi composta por ninguém menos que a lenda dos quadrinhos Stan Lee (Dez/1922). Em 1996, a Hearst Entertainment apresentou uma nova série de Flash Gordon em desenho animado, onde vários conceitos do personagem e seu universo foram alterados (Gordon e Dale são adolescentes, Barin é hispânico, Ming e sua filha Aura são membros de uma raça de répteis humanoides).

Os Defensores da Terra
Os Defensores da Terra
Capa da 1ª edição de "Flash Gordon" (Marvel Comics, 1995)
Capa da 1ª edição de “Flash Gordon” (Marvel Comics, 1995)

Diversas editoras lançaram, ao longo dos anos,  revistas em quadrinhos baseadas nas aventuras originais do herói espacial. Dentre elas: David McKay Publications, King Comics (selo da própria King Features), Dell Comics, Four Color Comics, Harvey Comics, Gold Key Comics, Charlton Comics. Além dessas, a editora DC Comics publicou, em 1988, uma versão “renovada” na qual Gordon era acompanhado por uma Dale Arden com personalidade similar à de Lois Lane (sendo, também, uma repórter). Uma curiosidade acerca dessa “encarnação” de Gordon é Ming ser retratado sem o estereótipo pelo qual tornou-se famoso ao curso das décadas.

Capa de Flash Gordon Omnibus: The Man From Earth" (Dynamite, 2014)
Capa de Flash Gordon Omnibus: The Man From Earth” (Dynamite, 2014)

Na metade dos anos 90, a editora Marvel Comics lançou uma série em duas edições com arte de Al Williamson (Mar/1931 – Jun/2010), e roteiro de Mark Schultz (Jun/1955). A editora norte-americana Ardden Entertainment lançou, em 2008, uma nova série do aventureiro espacial, escrita por escrita por Brendan Deneen e Paul Green.

Em 2011, a editora Dynamite Entertainment produziu uma série intitulada “Flash Gordon: Zeitgeist”. A série, com roteiro de Eric Trautmann e ilustrada por Daniel Lindro, foi criada com base no script e concepts de Alex Ross (Jan/1970). Em 2012, a mesma editora publicou “Merciless: The Rise of Ming” (“Impiedoso: A Ascensão de Ming”), uma minissérie spin-off, escrita por Scott Beatty e ilustrada por Ron Adrian, e a coletânea “Flash Gordon Omnibus: The Man From Earth”, no ano de 2014.

Capa do álbum lançado pelo Suplemento Juvenil em 1937
Capa do álbum lançado pelo Suplemento Juvenil em 1937
Capa de "Flash Gordon no Reino do Gelo", por Monteiro Filho (editora EBAL, 1980)
Capa de “Flash Gordon no Reino do Gelo”, por Monteiro Filho (editora EBAL, 1980)

Em nosso país, a publicação inicial de “Flash Gordon no Planeta Mongo” ocorreu no nº 3 do Suplemento Infantil do jornal “A Nação”, do Rio de Janeiro, em 28 de Março de 1934 (a partir do nº 15, o Suplemento se tornou independente, passando a utilizar o título de Suplemento Juvenil). A partir de 1937, decidiu-se pela publicação de um álbum de luxo, contendo as primeiras 60 “pranchas dominicais”, do qual foram impressas três tiragens de 5000 exemplares, vendidos com absoluto êxito. Em 1973, a editora EBAL produziu uma edição comemorativa dos 40 anos do lançamento do personagem, reimprimindo o álbum de 1937 mas com uma nova capa elaborada pelo mesmo artista, Monteiro Filho (Jan/1909 – Ago/1992, pseudônimo do artista lusitano radicado no Brasil Alcibiades Monteiro Júnior). Em comemoração aos 50 anos do lançamento do álbum original (1987), a EBAL republicou a edição de 1937.

Em 2010 a Editorial Kalaco publicou um álbum no mesmo formato dos produzidos pela EBAL. “Flash Gordon no Planeta Mongo” foi lançado em 2015 pela editora Ediouro, através do selo Pixel Media.

As aventuras interplanetárias de Flash Gordon inspiraram gerações de escritores e roteiristas, levando milhares de leitores a um mundo exótico (e, não obstante, similar ao nosso), no qual homens e mulheres de coragem lutam pela justiça e liberdade, opondo-se aos caprichos de um tirano cujo desejo é subjugar e corromper tudo que é bom e nobre à sua vontade nefasta. Recomendado a todos os fãs e apreciadores do gênero FC e Space Opera.

“Flash Gordon Classic” – Rob Pratt:

“Defenders of the Earth” – Marvel Animation, 1986 (uma curiosidade: a abertura brasileira só continha a melodia, sem letra):

 “Flash Gordon Conquers The Universe” – Universal Studios, 1940:

“Flash Gordon The Greatest Adventure of All” – Filmation, 1979:

Flash Gordon por Chris Weston
Flash Gordon por Chris Weston

Créditos:

 

Vídeo: “Flash Gordon Classic”, por Rob Pratt.

Vídeo:  “Flash Gordon Conquers The Universe”, por Universal Studios

Vídeo: “Flash Gordon The Greatest Adventure of All”, por Filmation

Trilha sonora: “Flash’s Theme” (faixa integrante da trilha sonora do filme “Flash Gordon”, 1980, pela banda Queen).

  • Serpe

    Gostaria de saber por que não há nenhuma menção a Perry Rhodan. Publicado desde os anos 1960, esta série é uma das maiores da história da FC e Space Opera, com milhares de publicações ao longo das décadas.

    • edward

      Salve, Serpe. Obrigado por participar aqui no site!
      Bom, acredito que eu possa responder essa, de facto a importâcia o pulp Perry Rhodan tem sua inegável participação no universo de Space Opera ( e FC em Geral ), tivemos o prazer de ter o contato com pelo menos a versão traduzida “Luta na Pan-Thau-Ra” e “Pensadores do Infinito” da SSPG, que infelizmente ainda não travamos nenhum contato para obter material a resenhar, porém o foco INICIAL desse primeiro artigo é um do participantes influentes do Space Opera com gênero em geral, outros ainda virão e nos esforçaremos para que consigamos alcançar artigo que aborde pelo menos maioria da enorme quantidade de material que Perry Rhodan ( as revistas / livros ) produziram.

      Não sṍ eles como também desde “Doc” Smith até C. J. Cherry e Dan Simmons.
      É apenas uma questão de tempo, acreditamos no público de FC brasileiro, e queremos mais feedback como o seu para entender que as palavras não estão sendo escritas gratuitas ou jogadas ao vento.

      Obrigado.