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Ele não é só “o cara que fala com os peixes” – Aquaman, o Rei dos Mares

2 de agosto de 2018
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Mort Weisinger

Desde a época de Homero, um continente mítico tem assombrado a imaginação de escritores, filósofos e historiadores ao longo dos séculos: a Atlântida. Tido como um reino onde a humanidade havia alcançado o ápice em cultura, sociedade e desenvolvimento, o continente perdido influenciou a criação de histórias e personagens que vão da literatura à nona arte (apesar de muitos pesquisadores discutirem esse título).

Em épocas mais modernas, o próprio Robert Ervin Howard (Jan/1906 – Jun/1936) redigiu, em seu Universo Hiboriano, contos sobre o rei Kull, da Valúsia (uma das nações que formavam a Atlântida de sua cronologia), chegando a afirmar sua ancestralidade em relação a Conan, o cimério de bronze. De forma semelhante ao narrado nos textos oriundos à Grécia antiga, o tempo de Kull (célebre pela frase: “Por este machado, governo!”; “By this axe, I rule!”), encerra-se com o grande cataclismo cujos efeitos imediatos foram a destruição/remodelagem do mundo, bem como a extinção das civilizações conhecidas.

Paul Norris

Ao passo de milhares de anos, os remanescentes desse período (conhecido por Era Thuriana) involuíram ao nível de selvagens nômades para, novamente, galgar a trilha evolucionária e dar origem à Era Hiboriana de Conan e seus reinos resplandecentes (vide “O Coração de Yara – Conan e os mistérios da Torre do Elefante”).

Décadas mais tarde, um novo herói, inspirado na lenda dessa civilização tragada pelo oceano surgiria nas páginas de More Fun Comics #73 (National Allied Publications; futura DC Comics, em Novembro de 1941), trazido à vida pelo roteiro de Mort Weisinger (Abr/1915 – Mai/1978) e arte de Paul Norris (Abr/1914 – Nov/2007).

Capa de More Fun Comics #73, publicada por National Allied Publications (1941)

De acordo com sua (primeira) história de origem, contada em flashback pela personagem, Aquaman, também conhecido como Arthur Curry, era o filho de Atlanna, uma princesa Atlante banida desse reino devido a seu interesse e visitas frequentes ao mundo da superfície e Tom Curry, um faroleiro que vive em Amensty Bay, Maine (o local já estava presente na ficção muito antes de Stephen King). Ambos os pais se encontram pela primeira vez durante uma terrível tempestade uma noite, quando Curry encontra Atlanna jogado na praia por ondas tempestuosas, e a resgata do mar. Tanto Curry quanto Atlanna transformaram o farol em seu lar e desenvolveram uma forte ligação (que rapidamente levaria a um romance) e o homem da superfície pediu-a em casamento. Embora Curry sempre soubesse haver mais na esposa do que ela deixava transparecer, nunca perguntaria a ela sobre suas origens.

Capa de Aquaman #1 Vol.1, DC Comics (1962)

Arthur cresceu longe do convívio com outras crianças, consolidando ainda mais o vínculo entre ele e seus pais. Aos dois anos de idade, foi encontrado por seu pai brincando debaixo d’água depois de aparentemente ter ficado lá por uma hora sem se afogar. Vários anos depois, tanto Arthur quanto seu pai descobrem a verdade sobre as origens de sua mãe, quando a mesma afirma ser nativa do continente perdido de Atlântida, enquanto estava em seu leito de morte. Atlanna também revelou a Arthur que ele havia herdado sua habilidade de viver e respirar debaixo d’água, bem como seu poder de se comunicar e controlar toda a vida marinha.

Após a morte de Atlanna, seu pai dedicou-se a treiná-lo fisicamente e mentalmente, de modo que um dia ele pudesse ter controle total de seus poderes. Arthur também foi ensinado por seu pai a se ver como alguém especial, como salvador dos oceanos, como O Rei dos Sete Mares. Mais tarde, após a morte de Tom, Arthur Curry deixaria o farol que havia sido o lar dele e de sua família durante anos, para se aventurar nos oceanos e encontrar seu verdadeiro destino. Mais tarde, ele se tornaria o Rei da Atlântida e se casaria com Mera, uma visitante de um mundo aquático extradimensional conhecido como Xebel. Arthur também tomaria o jovem Aqualad sob sua tutela e lutaria contra as forças do mal lado a lado com o rapaz, recebendo ajuda ocasional de sua esposa, Mera.

Aquaman, por Paul Norris

Nos seus anos iniciais (final da “Era de Ouro” dos quadrinhos), o rei dos mares era uma personagem secundária com aparições em diversos títulos da editora na época. Foi somente a partir da década de 60 que Arthur Curry passou a estrelar um título próprio (Aquaman, DC Comics, 1962), durante o período de revitalização dos super-heróis, conhecido como “Era de Prata”. Nessa época, Curry tornou-se membro fundador (narrado em flashback na revista Justice League of America #09, 1962) e atuante (aparecendo com a equipe na sua primeira aventura em “The Brave and The Bold” #28“Os Bravos e os Destemidos”, 1960) da recém-criada “Justice League of America” (“Liga da Justiça da América”, no Brasil). Nas suas quase oito décadas de história, a “maravilha marinha” (uma de suas muitas alcunhas) passou por diversas alterações, evoluindo para se tornar um dos mais poderosos e importantes personagens do DCU:

O Aquaman da Era de Ouro:

Splash page da primeira aventura de Aquaman, More Fun Comics #73, National Allied Publications (1941)

Em suas primeiras aparições nos quadrinhos, Arthur conseguia respirar debaixo d’água, nadar em alta velocidade e se comunicar com a vida marinha. Ele falava diretamente com as criaturas aquáticas, ao invés de telepaticamente e essa habilidade funcionava melhor com animais marinhos próximos. Arthur também possuía a força sobre-humana herdada de seus ancestrais atlantes e, embora ele fosse descrito como um “soberano dos mares” com todo o oceano em seu domínio, tal posição nunca foi totalmente estabelecida. Essa versão de Aquaman explorou lugares por todo o mundo; todavia, ele costumava retornar para seu trono solitário em um antigo templo perdido da Atlântida.

Durante suas primeiras aventuras, a maioria dos inimigos senhor dos oceanos eram comandantes nazistas de submarinos e vilões do eixo. Com o tempo, também passou a combater piratas modernos, bem como outras ameaças à vida marinha e atividades aquáticas. O Aquaman dessa Era fez sua última aparição em More Fun Comics #107 (1946) e seguiu na Adventure Comics #103 ao lado de Arqueiro Verde e Superboy, a partir de 1946. Uma curiosidade é que, nesse período, Curry chegou a utilizar o alter-ego “Mr. Waterman” (com direito a óculos de grau e cabelos penteados para trás), quando passou a frequentar o curso de Ictiologia (ciência dedicada ao estudo dos peixes) da Universidade Weston.

O Rei dos Mares da Era de Prata:

Capa de Aquaman #26 Vol.1, DC Comics (1966)

As aventuras de Aquaman continuaram na revista Adventure Comics durante os anos 50, tornando-o um dos poucos super-heróis que apareceram numa publicação contínua durante uma década; tal feito, contudo, implicou na criação de novos elementos e a expansão de sua mitologia, como a introdução de vários personagens coadjuvantes e pequenos ajustes em sua carreira, origem, poderes, design e persona. O primeiro desses elementos surgiu em Adventure Comics #229 (1956) quando foi introduzido o polvo sidekick de Aquaman, Topo.

Em Adventure Comics #260 (1959), foi revelado que Aquaman era filho de Tom Curry, um faroleiro e Atlanna, uma princesa real atlante banida de Atlantis devido ao seu interesse e visitas freqüentes ao mundo da superfície. Tendo nascido semi-humano/metade-atlante, Arthur não só era capaz de sobreviver em terra, mas também respirava debaixo d’água sem nenhum problema. Ele também possuía habilidades sobre-humanas, como força ampliada, a comunicação com a vida marinha e natação super-veloz. Eventualmente, Arthur decidiu usar seus talentos para proteger os oceanos, aventurando-se como Aquaboy; logo tendo seu primeiro encontro com Superboy (na época era o único dos super-heróis ativos da Terra). Mais tarde, quando Arthur cresceu, decidiu adotar o nome “Aquaman”.

Capa de Adventure Comics #450, DC Comics (1977)

Em seguida, revelou que após a morte de Atlanna, Tom Curry mais tarde se casou com uma humana e teve um filho chamado Orm. Seu meio-irmão tornou-se uma criança problemática e estava sempre sendo resgatado por Arthur. Estando à sombra de seu irmão, Orm desenvolveu um terrível ódio/inveja por Arthur, não apenas pelos poderes que jamais possuiria, mas também por acreditar que seu pai favorecia mais o irmão mais velho. Orm eventualmente desapareceu por algum tempo e ressurgiu anos depois como um dos maiores adversários de Aquaman, conhecido como Mestre dos Oceanos.

Durante a “Era de Prata”, a capacidade de Aquaman de se conectar com a vida marinha logo se expandiu para uma comunicação telepática completamente desenvolvida com criaturas aquáticas, mesmo a grandes distâncias; no entanto começou a retroativamente desenvolver uma fraqueza específica: apesar de ter sido descrito como um ser capaz de respirar dentro e fora da água em histórias anteriores, ele agora era obrigado a fazer contato com esse elemento a cada duas horas ou morreria desidratado.

Capa de Justice League of America #243, DC Comics (1985)

Após o cancelamento de sua série própria, em meados da década de 80, Aquaman teve uma breve passagem na liderança da Liga da Justiça. Numa história publicada em Justice League #228-230 (1984), a invasão da Terra por uma raça de marcianos ocorreu em um momento no qual os membros principais estavam sumidos. Aquaman foi assim forçado a defender a Terra com uma Liga defasada em potência e capacidade, que não vê outra alternativa a não ser extingui-la em Justice League Annual #2 (1984). Reformulando-a com novos estatutos, o senhor dos mares impõe aos membros participação plena nos casos da Liga.

Com a ajuda do Caçador de Marte, Zatanna e Homem-Elástico, membros veteranos da Liga da Justiça dispostos a se comprometerem completamente com a equipe, Aquaman recrutou e treinou quatro heróis novos e inexperientes: Cigana, Vibro, Vixen e Comandante Gládio. Também mudou a sede da equipe para Detroit, Michigan, após a destruição da sede do satélite da LJ durante a invasão. A participação de Aquaman nesta nova versão da Liga da Justiça terminou na edição #243 (outubro 1985), quando renunciou para reatar seu casamento com Mera.

O Arthur Curry amaldiçoado da Era de Bronze (Era Moderna):

Capa de “Aquaman, The Atlantis Chronicles” #1, DC Comics (1990)

As origens de Aquaman mudaram quando o universo foi reiniciado durante o evento Crise nas Infinitas Terras. Orin, agora, era o filho da rainha Atlanna e Atlan, nascido como herdeiro do trono da Atlântida. Sabendo que o rei Trevis não poderia conceber uma criança com ela, Atlan engravidou Atlanna durante um sonho. Ele logo profetizou o futuro da criança e deu a ele o nome de seu ancestral, Orin.

Trevis imediatamente soube que ele não era seu filho por conta de seu cabelo loiro, um indicativo de que a criança seria portadora da Maldição de Kordax. Obedecendo a essa terrível superstição, o bebê foi anunciado como natimorto e abandonado à própria sorte em Mercy Reef, onde sua habilidade de se comunicar com a vida marinha permitiu que ele fosse criado por golfinhos. Sua mãe adotiva, Porm, deu a ele o nome de Nadador, embora Orin tenha deixado essa nova família depois que pescadores mataram seu irmão adotivo, Drin.

Seu próximo encontro com a humanidade foi Tom Curry, um faroleiro que o acolheu como filho e o nomeou Arthur Curry antes de sua morte. Ele então, residiu no Alasca, onde conheceu e se apaixonou por Kako. Enquanto Kako estava grávida, um deus demoníaco chamado Nuliajuk forçou Arthur a abandonar sua nova vida antes de saber da criança no ventre da jovem. Um novo confronto com um deus seria o filho de Poseidon, Triton, quando Curry salvou a vida da princesa Diana de Themyscira.

Capa de Aquaman vol. 5, #17, DC Comics (1996)

Retornando à Atlântida, Artur foi preso e enviado para trabalhos forçados na prisão do Aquário, onde encontrou orientação em Vulko, um ex-professor que lhe ensinou a falar atlante; no entanto, Arthur escapou depois de saber que sua mãe biológica morrera logo após sua descoberta. Seu primeiro encontro com outro super-herói foi Flash, que o chamou de “Aquaman” durante uma coletiva de imprensa em Crescent Shore, após ambos haverem enfrentado o vilão conhecido como “O Trapaceiro”. Após seu próximo retorno, Orin descobre que Vulko liderou uma revolução e reivindica seu direito de primogenitura como o Rei da Atlântida.

Embora mais tarde esta história de origem fosse retificada pelo escritor Keith Giffen na história intitulado “The Legend of Aquaman”, para dar lugar a uma abordagem mais moderna, ela foi adotada mais uma vez pelos escritores Geoff Johns e Peter Tomasi como origem oficial de Aquaman para o maxi-série “Brightest Day” (no Brasil, “O Dia Mais Claro”).

O Rei de Atlântida dos Novos 52:

Aquaman (Terra-0), Novos 52, por Ivan Reis

Em relação à sua origem e história, o pós-Flashpoint representou uma mudança significativa para o personagem. O relançamento consolida as origens da Era de Prata de Aquaman como o filho semi-humano/metade-atlante de Tom Curry e Atlanna, e o vê retornar à Amnesty Bay com Mera. Afligido pelo tratamento severo dispensado a ele nos seus anos em Atlântida, Arthur decide abdicar de seu papel como rei, retornando ao heroísmo em tempo integral. Na superfície, Aquaman luta com sua falta de reputação com o grande público, ainda o vendo como um metahumano fraco e ineficiente com poderes inúteis, constantemente sujeito ao ridículo. No entanto, após os eventos nos quais o Mestre dos Oceanos e os Atlantes travaram guerra contra o mundo da superfície, Arthur reconquista o trono e se torna rei da Atlântida para tentar resolver todas as diferenças entre os dois mundos, mais ainda para tornar a Atlântida uma nação poderosa e ativa novamente.

O Poderoso Governante das Profundezas de DC – Rebirth:

Capa de Aquaman Vol.8 #1, por Brad Walker, Andrew Hennessy e Gabe Eltaeb (DC Comics, 2016)

Dando sequência aos eventos apresentados em Novos 52, Arthur Curry agora é reconhecido como o monarca de uma potência mundial muito real que é a Atlântida. O foco, em Rebirth, é principalmente o seu papel de rei das nações ocultas e as pesadas tensões entre o seu país e o seu povo com o mundo da superfície. A diplomacia é muito delicada, já que muitas potências, tanto dentro de suas fronteiras como fora, desejavam sabotar as inter-relações terrestre e marítima. Insurgentes com sentimentos anti-terrestres, como Arraia Negra (ou Manta Negra) ressurgindo para interromper as negociações de paz na embaixada atlante, políticos incompetentes impedindo qualquer progresso nas relações por medo e desconfiança da Atlântida e desrespeito a Aquaman como rei. A mais proeminente de todas é a ameaça representada pela misteriosa Organização N.E.M.O, que controla secretamente os grandes interesses sobre o controle dos mercados e investimentos potenciais oceânicos do mundo, que veem a soberania de Arthur como uma ameaça; para não mencionar um desafio pessoal à sua reivindicação de autoridade sobre os mares do planeta.

Um novo Aquaman:

Capa de Aquaman: Sword of Atlantis #54, DC Comics (2007)

Como sabemos, a continuidade do UDC é algo que, por mais eventos e/ou reformulações ocorram, sempre traz surpresas confusas. Uma delas, foi a segunda encarnação de Aquaman, na saga “One Year Later”: Arthur Joseph Curry, o sucessor de Orin após seu desaparecimento no final de Crise Infinita; ao contrário de seu predecessor, este era um humano dotado com a capacidade de respirar debaixo d’água e alguns poderes semelhantes ao do senhor dos mares original.

Em sua primeira aparição (Aquaman #40, 2006), o título da publicação é alterado para: “Aquaman: Sword of Atlantis”. Arthur eventualmente abandona sua posição pouco antes de A Noite Mais Densa, incapaz de suportar a pressão em ocupar o lugar de Aquaman. Tempest o sucede no trono por um curto período de tempo.

Criado por Kurt Busiek (Set/1960) e Jackson Guice (Jun/1961), sua proposta era a seguinte: Aquaman desapareceu e, por conseguinte, dado como morto. Um jovem com o nome de Arthur Joseph Curry é convocado pelo misterioso Habitante das Profundezas para assumir o manto do Aquaman; todavia, no futuro, a enigmática personagem revela-se o próprio rei dos oceanos original, amnésico e estranhamente transformado após receber poderes místicos dos deuses do mar.

Capa variante de “Aquaman: Sword of Atlantis” #40, por Ian Churchill (2006)

Essa versão era filha do biólogo marinho Philip Curry e sua esposa Elaine, nascido prematuramente em Avalon Cay durante uma tempestade; sua mãe morreu durante o parto. Para salvá-lo, seu pai usou um procedimento experimental desenvolvido por Anton Geist que lhe deu brânquias. Arthur cresceu tendo pouquíssimo contato com o mundo exterior, vivendo dentro de um tanque e obtendo a maior parte do seu conhecimento pela televisão. Sua casa foi destruída durante uma enorme tempestade enquanto eles estavam se preparando para transportá-lo para um tanque maior em Miami, Flórida.

Seus poderes incluíam: super-força, super-velocidade (natação), resistência sobre-humana, adaptabilidade à grandes profundidades, sentidos ampliados, telepatia aquática (diferente da de Orin, essa habilidade de Joseph permitia-lhe enxergar através dos olhos das criaturas marinhas, assim como conversar com qualquer uma delas) e esgrima.

Dentre as dezenas de sagas/eventos nos quais o nadador participou, podemos destacar as seguintes como pontos importantíssimos na vida dessa personagem:

Tornando-se um super-herói e membro da Liga da Justiça:

Retornando ao mundo da superfície, ele conhece o segundo Flash (Barry Allen), que o convence a tornar-se um super-herói. Arthur e Barry finalmente selam uma grande amizade (Barry Allen também era um grande amigo de Hal Jordan, o Lanterna Verde da Era de Prata) e logo depois seriam membros fundadores da Liga da Justiça da América, juntamente com outros heróis uniformizados. Por um breve período, quando eles estavam baseados em Detroit, Michigan (vide O Rei dos Mares da Era de Prata), Arthur liderou a LJA até finalmente deixar a equipe, alegando precisar retornar à Atlântida por razões pessoais e políticas.

Ainda na Era de Prata, uma das mais terríveis passagens na vida do herói foi a saga “Death of a Prince” (“Morte de um Príncipe”), onde as maquinações de um de seus arqui-inimigos, o Arraia Negra (ou Manta Negra), culmina numa perda irreparável para Arthur:

Capa de Aquaman Vol.1 #62, por (ilustração) Bob McLeod, Don Newton e (cores) Adrienne Roy (1978)

Orin havia retornado à Atlântida para libertar seu povo do controle de uma ditadura. Por ser um híbrido Atlante, ele era muito mais forte, rápido e resistente que qualquer outro de sua linhagem materna.

Possuindo a habilidade de se comunicar telepaticamente com a vida marinha, foi capaz de recuperar a maior parte da Atlântida por conta própria. Suas ações inspiraram os atlantes a revidar, expulsar o governo e libertar sua cidade.

Seu povo, então, conheceu a verdadeira origem de Orin: ele era filho de Atlanna e legítimo herdeiro do trono de Atlântida sendo, por direito, eleito o novo rei da nação submersa. Arthur começou a introduzir lentamente a Atlântida no mundo da superfície. Foi nessa época que Aquaman teve um ajudante chamado Garth, o Aqualad (mais tarde se tornaria Tempest), com o qual participou de muitas aventuras.

Também se casou com uma rainha de outra dimensão chamada Mera e, eventualmente, tiveram um filho chamado Arthur Curry Jr, também conhecido como Aquababy. No entanto, Orin teria dificuldade em equilibrar suas responsabilidades como rei, pai e super-herói.

Capa de Aquaman Vol.1 #23, por Nick Cardy (1965)

Todavia, um de seus inimigos, o Arraia Negra, sequestrou e assassinou seu filho, causando uma ruptura entre Curry e sua esposa. Mera ficou enlouquecida pela dor e logo foi internada em um asilo em Poseidonis (uma cidade de Atlântida). Pouco depois, uma força alienígena conquistou o reino. Arthur foi forçado a salvar o dia e, no processo, atacado pela esposa, que escapou e culpou Arthur pela morte de seu filho. Em um acesso de fúria, Mera deixou (em teoria, para sempre), a dimensão de Aquaman. Após a libertação de Atlântida, Artur sabia que seus deveres reais o obrigavam a permanecer em seu país, assim renuncia à Liga da Justiça. Por um tempo, ele serviu como representante de Atlântida para as Nações Unidas, mas sempre se viu forçado a assumir o papel de super-herói.

Tornando-se cada vez mais uma figura solitária, Aquaman eventualmente retornou aos oceanos. Ele logo se envolveu na última tentativa do Arraia Negra de destruir seu reino, arrastando-a para uma guerra com uma nação da superfície. No rescaldo do conflito, Arthur recebeu as Crônicas da Atlântida, aprendendo assim tudo sobre a história de seu povo e descobrindo que o Mestre dos Oceanos era realmente seu meio-irmão, Orm. Com todo o caos em sua vida, Arthur caiu em uma depressão severa. Ele se distanciou do protegido Garth e seu povo, não tendo nenhum interesse real em Atlantis ou no heroísmo.

A Noite Mais Densa:

Capa variante de Blackest Night #02, por Mauro Cascioli (2009)

No evento “Blackest Night” (no Brasil, “Noite Mais Densa”), o cadáver de Aquaman foi reanimado, tornando-se um zumbi assassino sob o comando do vilão Nekron. Ele procurou Mera e Tempest e, com Lanternas Negros Tula e Dolphin, assassinaram Garth. Na conclusão da minissérie, Aquaman foi um dos doze personagens do UDC  ressuscitados.

Este choque foi o suficiente para extinguir a fúria de Lanterna Vermelha no coração de Mera que, infelizmente, fê-lo parar de bater. Em uma tentativa de salvar sua vida, Arthur canalizou seu amor por Mera através do anel de Carol Ferris (a Safira Estrela; arqui-inimiga e interesse romântico de Hal Jordan), com a esperança de Saint Walker. Essas energias combinadas foram suficientes para provocar uma fagulha em seu coração salvando, assim, sua vida. Aquaman e Mera então se reuniram mais uma vez.

O Dia Mais Claro:

Capa de Aquaman #20, por Ivan Reis e Joe Prado (2011)

O Dia Mais Claro começa com Aquaman e Mera se reconectando contudo, Arthur ainda tem de lidar com seu passado como Lanterna Negro. Quando o rei dos mares e Mera tentam salvar um grupo de pessoas de piratas, ele acaba convocando criaturas mortas das profundezas, que matam os criminosos contra seu comando. Ele e sua esposa estão obviamente abalados com os novos poderes de Aquaman.

A ressurreição e o lugar de Aquaman entre os doze continuam a se desenrolar nas páginas de Brightest Day. Aquaman é atacado por uma mulher que se parece com Mera. Após a luta, Mera revela que foi sua irmã Hila (também conhecida como Sereia) quem lutou com eles. Ela havia sido enviada à Atlântida numa missão para assassinar a ambos, mas acabou se apaixonando por Arthur.

 

Versões Alternativas do Rei dos Mares:

Assim como outros heróis do UDC, Arthur Curry também ganhou histórias narradas em outras realidades, como na série “Elseworlds” (no Brasil, “Túnel do Tempo”), bem como contrapartes nas (novamente), múltiplas Terras da editora. Citarei algumas dentre as centenas de versões de Arthur Curry, pois só essa lista seria um artigo à parte (alguns dos trechos citados a seguir pode conter spoilers; siga por sua conta e risco!):

Underwaterman, o Aquaman de um mundo nazista:

Underwaterman da Terra-10

Criado por Grant Morrison e Jim Lee, o filho da Atlântida nativo da Terra-10 (realidade na qual um determinado foguete, carregando o último filho de um planeta destruído cai na Alemanha nazista ao invés de uma pacata fazenda no Kansas), é membro do grupo New Reichmen (Novos Homens do Reich), a versão distorcida da Liga da Justiça desse universo.

Ao contrário de alguns de seus compatriotas, Underwaterman lamenta as atrocidades cometidas pelos nazistas enquanto seu povo foi dispensado dos campos de extermínio por serem considerados pelos nazistas como “a raiz da raça ariana”.

Sua primeira aparição ocorreu em The Multiversity: Mastermen #1 (2015), tendo sido mencionado no sketckbook de Final Crisis: Secret Files #1 – Balancing Act! (2009).

 

 

Sea King (Rei dos Mares):

Sea King da Terra-3

Criado por Geoff Johns e Ivan Reis, sua primeira aparição se deu em Justice League #23 (2013), essa é a versão maligna de Aquaman, nativo da Terra-3 (universo no qual os heróis são vilões e um solitário Alexander Luthor luta pela justiça), membro do CSA (“Crime Syndicate of America”; “Sindicato do Crime da America”).

Na saga Justice League: Trinity War, foi o primeiro membro do Sindicato do Crime a chegar à Terra-1 (Terra principal do UDC). No entanto, pereceu logo após sua entrada, de causas ainda não esclarecidas.

O Rei do Mar reaparece em Forever Evil (Eternamente Mal), sem memória de seu passado. Tomado por uma fúria incontrolável, ele se depara com a Liga da Justiça Sombria. Ele luta contra a equipe e, ao ser derrotado, é revelado que Deadman, integrante da Liga da Justiça, havia saltado para o corpo de Sea King após o ataque do Sindicato do Crime.

Devido ao mal remanescente no adversário, Deadman perdeu o controle do receptáculo e foi vítima de amnésia. Usando magia, John Constantine transformou Sea King numa casca vazia, prendendo Deadman no corpo do vilão para usá-lo como arma contra o CSA.

Barracuda (o Namor da DC Comics):

Barracuda da Terra-8

Criado por Bob Rozakis, Dick Ayers e Jack Abel (e Paul Dini), o membro aquático dos Cruzados pré-Crise, dos Extremistas pós-Crise e pós-Flashpoint, fez sua primeira aparição foi em Freedom Fighters #7 (1977), na aventura intitulada “The Emperor of the North Pole” (“O Imperador do Polo Norte”). Ele é o análogo da Terra-8 ao Namor da Marvel.

Esta singular personagem ganhou três versões ao longo de sua história:

Lutadores da Liberdade vs Cruzados (Pré-Crise)

O primeiro Barracuda foi um colecionador de quadrinhos, enganado pelo Fantasma de Prata (Silver Ghost), um inimigo dos Lutadores da Liberdade. Sob o disfarce de Americommando, o Fantasma convenceu o fã e outros amigos a serem transformados em Barracuda (um personagem de quadrinhos em seu mundo com aparência semelhante à de Namor), juntaram-se a ele como os Cruzados, com a missão de capturar Tio Sam. Porém, quando Silver Ghost revelou sua verdadeira natureza, Barracuda tentou se opor a ele, mas logo foi derrotado.

 

Contagem Regressiva: Extremistas da Terra-8

Segunda encarnação do Barracuda da Terra-8

O segundo Barracuda foi um nativo da Terra-8. Ele era um membro dos Extremistas e espião de Lorde Havok dentro da Meta Milícia. Na maioria das vezes ele aparece como um humanóide de pele verde, mas sua verdadeira forma era próxima a uma piranha antropomórfica. Ele foi morto por Jason Todd, quando os Desafiadores do Desconhecido estavam tentando fugir dos Extremistas.

Novos 52: Retcon Convergência

Em Convergência, via retcon, Barracuda reapareceu como membro dos Extremistas e lutando contra os Átomos da cidade de Gotham pré-Flashpoint. Este Barracuda é semelhante à forma mais monstruosa da Terra-8, bem como é considerado o mais cruel dos Extremistas. Foi derrotado pelo trabalho em equipe de Ray Palmer e Ryan Choi.

Aquaman, o terror dos mares da Terra-9:

Criado por Chuck Dixon e Tom Grummett, fez sua primeira aparição em Tangent Comics: Secret Six #1 – Bad Moon (1997). Dr. Aquadus foi um cientista que, devido a um experimento, se transformou em um elemental da água vivo (não confundir com a criatura marinha de nome semelhante), e super vilão da Terra-9 (o Universo Tangent), que pode controlar qualquer massa de água na qual esteja.

Aquaflash???:

Os Justice Titans da Terra-32

Mais uma vez, a DC Comics e seus multiversos geram versões (bizarras?) de seus conhecidos heróis. Na realidade conhecida por Terra-32 (sua primeira aparição foi no elseworld “Batman: In Darkest Knight #1”, 1994), onde os Justice Titans são formados por versões amalgamadas (não confundir com o universo Amálgama Marvel/DC) de vários heróis, como Bat-Lantern (Batman/Lanterna Verde), Super-Martian (Super-Homem/Ajax, o Caçador de Marte), Black Hawk (Canário Negro/Arqueiro Verde), Wonderhawk (Mulher-Maravilha/Mulher-Gavião) e Aquaflash (Aquaman/Flash).

Em sua primeira aparição (na graphic novel escrita por Mike W. Barr e ilustrada por Jerry Bingham), Barry aparentemente nunca começou uma carreira própria depois de ganhar sua super-velocidade e foi contatado pelos Guardiões e se tornou um Lanterna Verde. Ele ajudou a derrotar Sinestro/Coringa ao lado de Clark Kent e Diana Prince, que também foram convocados para a Tropa dos Lanternas Verdes. Com as reformulações ocorridas no multiverso DC (e lá vamos nós), tornou-se o misto entre Aquaman e Flash (versão criada por Grant Morrison e Todd Nauck, cuja aparição foi em The Multiversity Guidebook #1 – Maps and Legends, 2015).

O Aquaman do Mundo Bizarro:

Membro da Liga da Justiça Bizarro (versões bizarro e, no geral, cômicas dos heróis da Liga da Justiça), contrapondo-se ao original, não sabe nadar.

Aquaduck (sim, ele existe!):

Página de Just’a Lotta Animals #02

Criado por Roy Tomas e Scott Shaw, sua primeira aparição foi em Captain Carrot e His Amazing Zoo Crew # 1  (1981). É membro da equipe Just’a Lotta Animals (Apenas um Bando de Bichos), uma paródia de Justice League of America.

O ponto máximo de sua carreira super-heróica foi a participação na saga Crisis on Earth-C / Earth C-Minus (Crise na Terra C/Terra C-Menos), um crossover entre os grupos Just’a Lotta Animals e Captain Carrot and His Amazing Zoo Crew (Capitão Cenoura e sua Turma de Animais Extraordinários), numa história similar aos antigos crossovers entre a Liga e Sociedade da Justiça.

Nativo da Terra C-Menos, o anfíbio vingador dos sete mares possui poderes e habilidades similares às da versão original.

O Homem-Sereia (Mer-Man) da Terra-36:

Justice-9 da Terra-36

Novamente, encontramos mais uma versão (no mínimo) exótica do rei dos mares. Criado por Grant Morrison e Evan Shaner, Mer-man é baseado em Atomic Sub, o análogo do Big Bang Comics (uma homenagem aos quadrinhos da Era de Ouro produzida pela DC Comics nos 90) ao herói Aquaman. Ele era um cientista brilhante que descobriu uma fórmula química especial para um sangue sintético que permitia a adaptação subaquática e depois de um acidente, sua mente foi colocada dentro de um corpo ciborgue quase indestrutível, alimentado pela fórmula.

Sua primeira aparição se deu em Big Bang Comics (1994), como membro da Justice-9, o análogo da Round Table of America da Terra-36. Ressurgiu em The Multiversity Guidebook (2015). Nem todos os poderes de Mer-Man foram revelados, contudo, se assemelham aos de Aquaman e de Atomic Sub.

Ramon Raymond, o Aquaman de Stan Lee e Scott McDaniel:

Capa de Just Imagine Stan Lee e Scott McDaniel Criando Aquaman (2002)

O Aquaman da Terra-6 (o UDC reimaginado por Stan Lee em suas aventuras na Divina Concorrente no começo dos anos 2000), era um biólogo marinho que, após um experimento, transforma-se no protetor dos oceanos.

Como Aquaman, Ramon Raymond (nesse momento, você lembra de coisas como Peter Parker, Bruce Banner, Reed Richards…), é composto de água viva (não confundir com a criatura marinha de mesmo nome) e pode disparar jatos d’água de intensidades variadas da ponta dos dedos. Ele pode formar ondas sob seus pés e surfar em terra firme. Pode, também, sobreviver indefinidamente debaixo d’água e pode nadar em velocidades incríveis usando a água como propulsor. O herói é tido como um dos seres mais poderosos da Terra-6.

Sua principal fraqueza é a necessidade constante de hidratação. Seus poderes e habilidades incluem: velocidade sobre-humana, adaptação subaquática, controle de água, senso de perigo aquático (a mão do velho Stan sempre pende pro seu lado Marvel) e combate corpo-a-corpo.

Aquawoman, a rainha dos mares da Terra-11:

Justice Guild da Terra-11

O senhor das profundezes foi apresentado com o gênero modificado em mais de uma ocasião. Numa delas, Arthur Curry é Anna Curry, rainha da Atlântida da Terra-11. Criada por Grant Morrison e Ivan Reis, sua primeira aparição ocorreu em The Multiversity #1 (2014).

É, também, membro da Justice Guild (Guilda da Justiça) e da Justice Incarnate (Justiça Encarnada). Com seus companheiros da Justice Guild Batwoman (versão do Batman na Terra-11), Superwoman (versão do Super-Homem na Terra-11) and Wonderous Man (versão da Mulher-Maravilha na Terra-11), Aquawoman foi levada à House of Heroes para auxiliar na batalha contra a horda sobrenatural conhecida por The Gentry. De acordo com a própria, a rainha do mar é a mais forte forma de vida nativa de seu planeta.

Marella

Outra, é a rainha Marella da Atlântida (Terra-2, Novos 52), criada por Tom Taylor e Nicola Scott, fez sua primeira aparição em Earth 2 #18 (2013). Marella foi libertada pelo Batman de seu universo, após serem capturados pelo Exército Mundial.

Ela ajuda a equipe de Batman a escapar e promete atender ao chamado se eles precisarem dela no futuro, retornando ao seu povo na Atlântida. Participou dos eventos de Earth 2 World’s Ends (Terra-2: Fim do Mundo), onde ajuda a combater o maligno Novo Deus Bedlam.

Essa versão do rei dos mares não gosta do nome “Aquawoman” (o Jimmy Olsen dessa Terra insiste em trata-la por essa alcunha como uma espécie de uma piada contínua entre eles). Seus poderes e habilidades são similares aos dos atlantes da Terra-1, bem como dos nativos do mundo extradimensional da Mera desse mesmo universo, Xebel.

Bryce Wayne, The Drowned (Bryce Wayne, A Afogada; mais uma versão amálgama):

Bryce Wayne, The Drowned, da Terra-11

Criada por Greg Capullo e Scott Snyder, Bryce Wayne, a Batwoman da Terra -11, é The Drowned, um dos Dark Knights (Cavaleiros Negros) de Barbatos. Sua primeira aparição se deu em Dark Days: The Casting #1 (2017).

Nativa da Terra-11, Bryce Wayne tornou-se uma combatente do crime romanticamente envolvida com Sylvester Kyle antes dele ser morto por metahumanos malignos. Em retaliação ao assassinato do amante, Wayne executou sistematicamente todos os metahumanos de sua Terra para vingá-lo. Dezoito meses mais tarde, após ser eliminado o último ser superpoderoso do globo, a Aquawoman dessa realidade retornou de um exílio auto imposto e afirmou desejar um acordo de paz com o mundo da superfície.

Bryce viu o tratado proposto pela rainha de Atlântida como uma farsa, pois era incapaz de confiar em alguém, exceto ela mesma e seus instintos. Logo após as negociações de paz entre a superfície e a Atlântida falharem, um conflito aberto teve início. Bryce tomou o partido da superfície e, derrotando um ataque de atlantes liderados pela monarca invasora, Wayne mata Aquawoman com seu próprio tridente.

Batwoman em sua luta final com a Aquawoman da Terra-11

No entanto, esta vitória veio a um terrível custo. Em retaliação, os atlantes submergiram Gotham e muito provavelmente uma grande parte do mundo sob as ondas pela morte de sua rainha. A fim de vencer sua guerra desesperada, Bryce realiza procedimentos cirúrgicos e genéticos em si mesma, imbuindo sua forma humana com vastos upgrades bioquímicos, tais como a capacidade de respirar debaixo d’água, curar mais rapidamente, reforço muscular, esquelético e corporal, bem como aumento da densidade do tecido, juntamente com a capacidade de utilizar uma espécie de hidro-cinesia obscura que poderia corromper e converter aqueles que lutam contra ela em feras vorazes sob seu comando. Ela também projetou seu próprio exército de criaturas marinhas hibridizadas, chamado “Água Morta”.

Suas habilidades foram reforçadas pelo Tridente de sua falecida adversária e, com isso, ela foi capaz de conquistar a Atlântida e afogar o resto do mundo. Pouco antes de seu planeta morrer, ela foi abordada pelo Batman Who Laughs (o famigerado Batman Que Ri), juntando-se aos Dark Knights de Barbatos, e assumindo a alcunha de The Drowned.

O Imperador Aquaman de Flashpoint:

Capa de FlashPoint Imperador Aquaman #3, por Ardian Syaf, Vicente Cifuentes e Kyle Ritter (2011)

Quando Barry Allen decidiu impedir o assassinato de sua mãe e, por conta disso, mudou a linha do tempo, a história do UDC foi reescrita. Nessa versão, cuja primeira aparição ocorreu em Flashpoint Vol2 #1 (2011), Orin foi trazido de volta à Atlântida ainda na adolescência, devido à morte de seu avô. Como resultado, o jovem Arthur nunca aprendeu a compaixão e a bondade de seu pai, que foi morto pelos agentes da Atlântida enviados para recuperá-lo.

Nos dias atuais, Aquaman e toda a Atlântida travam uma guerra sangrenta contra a Mulher-Maravilha e as Amazonas. O conflito teve início quando a mãe de Diana, Hipólita, foi morta no dia do casamento de Aquaman e Diana e, em um ato de retaliação, mais tarde assassinou Mera, que aparentemente possuía um compromisso/relacionamento secreto com Aquaman. O casamento ocorreria após a Atlântida ser descoberta pelas amazonas, quando o rei dos mares salvou e curou Diana quando ela foi ferida por uma criatura marinha. Ambas as raças se revelaram, então, ao mundo exterior.

Aquaman fez a Europa Ocidental afundar no oceano, matando mais de 60 milhões de pessoas; mais tarde é visto ao lado de seu irmão, Mestre dos Oceanos, nos restos inundados de Paris onde eles atacam o pirata Deathstroke (Exterminador) e seus tripulantes Sonar, Sincelo e Clayface (Cara-de-barro).

Imperador Aquaman, por_Ardian Syaf

A morte de Hipólita, no entanto, revelou-se uma baixa de guerra, pois o verdadeiro alvo era a Mulher-Maravilha. Um engodo entre Orm (o já citado Mestre dos Oceanos e meio-irmão de Aquaman) e Penthesilea para impedir a união de Aquaman e Diana também foi revelado. No presente, Aquaman incumbe Sereia e Mestre dos Oceanos para assassinar Terra em Nova Themyscira. A missão falhou, com Sereia sendo morta pela tia de Diana, Penthesilea. As fúrias amazonas atacam então os reforços liderados por Aquaman, que é confrontado em batalha por sua líder, a Mulher-Maravilha.

Durante a luta, a Mulher-Maravilha explica-lhe que ambos foram enganados. Ela havia flagrado o Mestre dos Oceanos num momento íntimo com Penthesilea e terminou por descobrir que ambos são os responsáveis pela guerra entre os atlantes e as amazonas. Os atlantes decidem ir para a superfície, mas o ataque deles é contrafeito pelo Mestre dos Oceanos; então, Aquaman acredita que Diana havia tramado uma armadilha. Ela escapa de Orin, que recusa sua palavra. Aquaman então chega em Nova Themyscira. Uma batalha final é travada entre o Imperador Atlante e a Rainha das Amazonas; no entanto, ambos são abordados pelo Flash e demais heróis, que estão lá para impedir a guerra.

Finalmente, o Flash restaura a linha do tempo original, porém, ela é alterada radicalmente, dando origem ao universo conhecido como os Novos 52.

Mariner, o Rei dos Mares do Universo Amalgama:

Mariner, por Howard Porter

No final do último século, Marvel e DC decidiram criar um universo onde seus personagens seriam fundidos a partir de características comuns: estava criada a base do Universo Amalgama.

Nele, veríamos personagens como Bruce Wayne, Agente da SHIELD (um misto de Bruce Wayne e Nick Fury), Dark Claw (Wolverine e Batman), com direito a um arqui-inimigo chamado Hyena (Coringa e Dentes-de-sabre), Speed Demon (Flash e Motoqueiro Fantasma), o inusitado Lobo, The Duck (Howard, o pato e Lobo, o maioral) e, dentre outros, a combinação de (mais óbvio, impossível) Namor e Aquaman.

Criado por Gerard Jones, Mark Waid e Howard Porter, sua primeira aparição ocorreu em JLX #1 (1996). A exemplo de suas contrapartes, Mariner é o rei da Atlântida e o primeiro dos metamutantes (fusão entre metahumanos e mutantes), numa clara alusão a Namor, o primeiro mutante do Universo Marvel (não é considerado, aqui, o retcon onde En-Sabah-Nur recebe esse título, por haver nascido entre 4000 e 3000 A.C.). Ele lutou para proteger seu reino contra ameaças da superfície até, porém, ser banido da Atlântida por um crime que não cometeu (mais Marvel, impossível).

Capa de JLX #1 (1996)

Assim como Namor e Aquaman, Mariner lutou a favor dos Aliados durante a 2ª Guerra Mundial, onde conheceu o  Super-Soldado (amalgama de Super-Homem e Capitão América) e outros heróis formadores do All-Star Winners Squadron (fusão do All-Star Squadron e All Winners Squad, das editoras DC e Marvel comics, respectivamente).

Arthur McKenzie possui os poderes e habilidades de suas contrapartes atlantes e uma curiosidade interessante é o fato dele utilizar como arma uma âncora ao passo que os demais reis da Atlântida costumam empunhar um tridente.

 

Um peixe fora das páginas:

Liga da Justiça: O Trono da Atlântida, DC Comics (2015)

Além dos quadrinhos, Aquaman apareceu em várias séries animadas: The Superman/Aquaman Hour of Adventure (1967), Superamigos (Os Superamigos, 1973, e uma série de derivados: Superfriends Hour, 1977; Challenge of the Superfriends, 1978; World’s Greatest Superfriends, 1979 e Super Powers Team, 1985), Liga da Justiça (2001), Liga da Justiça Sem Limites (2004), Superman: A Série Animada (1996; no episódio “Fish Story”), Justiça Jovem (2010) e Batman: O Bravo e o Ousado (2008).

Uma curiosidade interessante é o fato do Aquaman de Batman: O Bravo e o Ousado, ter características que mesclam o rei dos mares dos anos 90 e a aparência clássica, bem como ser dotado de uma personalidade expansiva, extrovertida e mesmo cômica. Seu bordão nessa série animada é “Outrageous!” (“Ultrajante!”). Um episódio notável é “A Aventura Ultrajante do Aquaman!”, estrelado por Arthur e Mera, mostrando como o casal faz uma viagem através dos EUA e se juntam a muitos heróis, apesar de sua esposa querer umas boas férias longe de toda a ação super-heroica.

Cena de “A Aventura Ultrajante do Aquaman!”

Estrelou, também, os longas de animação “Liga da Justiça: Trono de Atlântida” (2015; como personagem principal), “Crise em Duas Terras” (2010), “Liga da Justiça: Armadilha do Tempo” (2014), “Liga da Justiça: A Nova Fronteira” (2008) e “Flashpoint” (2013).

Uma versão live-action foi vista na série de TV Smallville (2001-2011), interpretada por Alan Ritchson. Arthur participou de quatro episódios (“Aqua”, 2005, primeira aparição na série; “Justice”; “Odyssey” e “Patriot”, no qual Mera é introduzida como sua esposa). Uma série própria foi planejada para a personagem, de Alfred Gough e Miles Millar (os criadores de Smallville), infelizmente apenas o episódio piloto foi produzido (com Justin Hartley no papel-título).

Aberturas dos Superamigos (1973-85):

O Senhor das Profundezas chega à Hollywood:

Poster de Aquaman

Em sua primeira representação no cinema, Arthur Curry (Jason Momoa) participa da formação da Liga da Justiça (a convite de ninguém menos que Bruce Wayne – Ben Affleck – em pessoa), auxiliando seus novos aliados a enfrentar uma ameaça vinda de Apokolips: o Novo Deus Steppenwolf (numa representação semelhante à versão Novos 52; bem distante do visual clássico criado pelo mestre Jack Kirby). No Aquaman cinematográfico, há um pouco de sua fase nos anos 90, do longa de animação “Trono de Atlântida” e algo de sua versão original.

De acordo com os planos da DC Comics e Warner Bros., um longa-solo do herói será lançado em dezembro de 2018. Sexto filme do Universo Estendido DC, é dirigido por James Wan, com roteiro de Will Beall, a partir de uma história do próprio Wan em parceria com Geoff Johns. O elenco é composto por Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Randall Park, Temuera Morrison, Ludi Lin, Nicole Kidman e Dolph Lundgren.

Na trama, o meio-humano e semi-atlante Arthur Curry (Jason Momoa) parte em uma jornada com seus aliados Mera (Amber Heard) e Vulko (Willem Dafoe) para encontrar o Tridente do Rei, uma arma mítica capaz de controlar os sete mares. O trio precisa cumprir seu objetivo antes de Orm (Patrick Wilson), meio-irmão de Arthur que pretende derrubá-lo e tomar o trono de Atlântida.

Trailer de Aquaman (2018):

Curiosidades (interessantes ou, talvez, nem tanto assim):

Aquaman, na versão “Superfriends” (“Superamigos”)

Em 2003, o Cartoon Network América Latina levou ao ar a série cômica “The Aquaman & Friends Action Hour”, estrelada por Aquaman no papel de um apresentador de programa infantil irritadiço e a Legião da Perdição como os “vilões falidos”.

No desenho animado Bob Esponja, Aquaman é satirizado como Homem-Sereia (Mermaid Man), um super-herói idoso, sempre acompanhado pelo não tão fiel escudeiro Mexilhãozinho (Barbacle Boy). Orin também tem sido referenciado em vários episódios de The Big Bang Theory, assim como seu colega na Liga da Justiça, o Flash.

Mermaid Man (Homem-Sereia) e seu parceiro, Barnacle Boy (Mexilhãzinho)

Um filme fictício do Aquaman desempenhou papel central na segunda temporada e parte da terceira na série Entourage (2004-2011), da emissora HBO.

Aquaman é destaque/tema da canção “Aquaman’s Lament” de Mark Aaron James, do álbum Just a Satel-lite.

Também costuma fazer aparições no quadro dedicado a satirizar a Ligada Justiça do programa “Robot Chicken” (“Frango Robô”) do canal Adult Swim, bem como Já foi parodiado sem dó ou piedade em inúmeras oportunidades pela Revista MAD.

Aquaman vs. Arraia Negra, por Ivan Reis

Poderes e Habilidades:

Aquaman Lanterna Branco

Como não poderia deixar de ser, apresentarei a ficha completa do Rei dos Mares para aqueles que ainda pensam ser Aquaman apenas “o cara que fala com os peixes”, entenderem de uma vez por todas quem é a “maravilha marinha” no UDC.

Orin possui uma série de poderes sobre-humanos, a maioria dos quais herdada de suas origens atlantes (como a capacidade de viver nas profundezas do oceano); embora a maior parte do seu povo partilhe as mesmas habilidades com Arthur, sua linhagem real e herança dupla o tornam superior a qualquer outro de sua raça (Aquaman é, para todos os efeitos, um super atlante), permitindo que ele respire fora da água por mais tempo que o Atlante normal, dentre outras características:

 

Força Sobre-Humana

A força sobre-humana de Aquaman

Aquaman possui força suficiente para arremessar um tanque ou perfurar o casco de um submarino. É geralmente aceito que Arthur pode levantar mais de 100 toneladas, como é evidente quando empurrou uma placa tectônica para baixo em Aquaman #4, rebocou um barco contra a maré em Aquaman #7, e desferiu um poderosíssimo soco no Super-Homem, em Liga da Justiça #16. Mesmo antes dos Novos 52, ele foi retratado carregando e/ou segurando objetos como uma plataforma de petróleo, um quarteirão da cidade de Sub-Diego ou um transatlântico (como mostrado na figura), que pesam facilmente centenas de toneladas. Sua força permite-lhe abrir caminho através de qualquer coisa, desde madeira maciça a metal pesado. A força de Aquaman está em uma categoria que lhe permite lutar em pé de igualdade contra personagens como Olimpiano, Slig, Mulher-Maravilha, Triton, Lobo e Superboy.

Em “Throne of Atlantis”, ele revelou ser capaz de encarar o Super-Homem e a Mulher Maravilha. Foi mostrado, entre outras coisas, Arthur levantando um transatlântico em terra, lançando um enorme navio de carga no Rei Morto e atirando um submarino nuclear do fundo do oceano para a superfície.

Resistência/Cura Sobre-Humana

A resistência/cura sobre-humana de Aquaman

A fisiologia aprimorada de Aquaman permite-lhe suportar impactos capazes de matar instantaneamente qualquer ser humano normal e lhe possibilita sobreviver normalmente no fundo do oceano. Ele não é afetado pelas imensas pressão e temperatura (gélida) das profundezas marinhas (em um grau maior do que qualquer outro atlante), isso também o torna forte o suficiente para ser quase invulnerável ao calor extremo e ao fogo. Aquaman possui resistência o bastante para trocar golpes com seres como a Mulher-Maravilha e Despero. Arthur é capaz, também, de receber disparos de armas automáticas à queima-roupa, enfrentar colisões com caminhões, resistir a poderosos ataques baseados em energia que prejudicariam ou matariam a maioria dos super-humanos (como a visão de calor do Amazo), ou mesmo o poder nuclear de Neutron.

Foi mostrado ser capaz de nadar por todo o mundo sem parar durante longos períodos de tempo, lutar em uma dimensão com múltiplos sóis por horas e não ser afetado por um veneno que incapacitaria um ser humano normal. Aquaman regenera-se muito mais rápido que os humanos e os atlantes normais (como mostrado em Aquaman: Throne of Atlantis # 57 ou Aquaman v4 e Aquaman v6).

Reflexos/Agilidade/Velocidade Sobre-Humana

Aquaman, o nativo da Terra-1 mais rápido sob a água

Aquaman é considerado ser o mais rápido sob a água, capaz de nadar a uma velocidade constante de 280 km/h durante várias horas. Pode, também, atingir velocidades de aproximados 3.000 m/s (e o dobro disso, em situações de perigo). Nos Novos 52, o senhor dos oceanos continua a ser o nadador mais veloz dos quadrinhos, tendo sido capaz de alcançar velocidades hipersônicas (qualquer coisa entre Mach 5 e Mach 10), perdendo apenas para Mera (segundo ela, algo que ainda precisa ser comprovado), seu limite ainda é desconhecido, porém, no mínimo, Aquaman pode superar Mach 5 com facilidade. Pode criar enormes redemoinhos ou até mesmo ondas inteiras nadando em alta velocidade, ou replicando de forma mais impressionante os truques do Flash (como girar os braços tão rápido que eles criam redemoinhos, semelhantes aos gerados pelo velocista escarlate) ou nadar em círculos tão rápido a ponto de criar um vácuo na água. Em Liga da Justiça v1 #86, ele menciona ser normalmente mais rápido que o Super-Homem debaixo d’água. Em Action Comics #366, um Aquaman disfarçado reage à presença de Kal-El ao salvar a vida de numerosos banhistas e, em seguida, nada em super velocidade antes que o kryptoniano possa alcançá-lo. Na revista Liga da Justiça #5 (2016) ele viaja para os quatro cantos da Terra: Austrália (Sul), Rússia (Norte), Japão (Leste) e Atlântida (Oeste), e depois para o Canadá no mesmo período de tempo entre a batalha Liga da Justiça e os vilões conhecidos como The Kindred (Aquaman # 9, 2016).

Em terra, Aquaman mostrou sua velocidade, agilidade e reflexos sobre-humanos contra meta-humanos como o Exterminador, Talons, Anel Energético (contraparte maligna do Lanterna Verde, nativo da Terra-3) e até mesmo Mulher-Maravilha (que ele foi capaz de enfrentar durante uma luta usando sua velocidade) e Super-Homem, além de realizar proezas como esquivar-se de ataques de raios (em diversas oportunidades contra o Mago do Tempo),  ou até mesmo partir as armas de dois soldados treinados pela metade, antes que eles percebessem; possui reflexos 15 vezes maiores que um humano normal. Embora não seja exatamente um “super-velocista”, os reflexos de Aquaman são superiores até mesmo aos de meta-humanos como o Exterminador.

Mais uma amostra da força sobre-humana de Aquaman

Super-Salto

Ele também é capaz de saltar grandes distâncias tanto dentro quanto fora da água, atingindo vários metros de altura (de forma semelhante ao Hulk da Marvel). Seus pulos são tão rápidos que lhe permitem cobrir a distância entre o porto de Boston e o centro da mesma cidade instantaneamente e aterrissar de forma precisa na frente de um veículo em alta velocidade. Em Aquaman #17, foi mostrado que essa habilidade era tão poderosa que ele quase virou um navio baleeiro simplesmente saltando sobre ele.

Sentidos Aprimorados/Sonar

Arthur também possui visão, olfato e audição muito além das capacidades humanas. Pode enxergar através das águas escuras, o que lhe confere uma visão notável à noite, enquanto está acima da água, assim como é capaz de vislumbrar com clareza o fundo do oceano. Sua audição permite-lhe ouvir o batimento cardíaco de um ser vivo dentro de um submarino. Além disso, ele também demonstrou ser dotado de um sonar inato em algumas ocasiões e a habilidade de sentir a água nas proximidades.

Telepatia Marinha/Aquática

Aquaman, por Ivan Reis

Aquaman possui muitos poderes no entanto, sua capacidade telepática de se comunicar com a vida marinha é o mais amplamente conhecido. Embora esta habilidade seja mais frequentemente e mais facilmente usada com/em criaturas nativas do oceano, ele demonstrou a capacidade de afetar qualquer ser que vive no mar ou mesmo qualquer um evoluído a partir da vida marinha. Sua telepatia funciona melhor com criaturas do mar, todavia isso não o impediu de usar o controle da mente em outros telepatas. No entanto, após a continuidade de 2011, esse poder foi limitado  apenas comunicação indireta com a vida marinha. Embora sua telepatia tenha sido rebaixada em continuidade, ele ainda é capaz de enviar uma mensagem para todo o planeta se precisar (como mostrado em Aquaman #17), após um esforço colossal para defender a Atlântida. A extensão/limite de seus poderes telepáticos ainda não foi totalmente determinada nas histórias mais modernas.

Adaptação Subaquática

Ele é capaz de se movimentar normalmente nas profundezas, sem ser incomodado pela pressão, baixa temperatura ou escuridão. Devido à sua dupla origem, ele é capaz de realizar muito mais proezas físicas que qualquer outro atlante (como visto, por exemplo, em sua luta contra Arraia Negra, onde Delphin não pôde seguir devido à pressão). Em “Aquaman: Morte do Rei”, Tula afirma especificamente que Aquaman é dotado de habilidades físicas muito maiores do que qualquer outro atlante normal.

Aquaman, por Ivan Reis

Bênção de Poseidon

Na cronologia moderna, Arthur parece obter uma compreensão totalmente nova de suas habilidades mágicas ou as que são uma extensão desse aspecto. Isso remonta às origens de seu povo, quando o mago Arion era o protetor da Atlântida (ancestral) não-submersa.

Especialista em Combate

Aquaman treinou com o exército atlante, a Liga da Justiça, especificamente Batman e Homem-Gavião (ou Gavião Negro), além de ter tido vários outros mestres. Ele é extremamente habilidoso com seu tridente e espadas, destacando-se no combate corpo-a-corpo com elevadíssima proficiência marcial.

Líder/Estrategista

Orin possui um senso estratégico avançado e tem qualidades de liderança natural, tendo comandado a Atlântida e seu exército várias vezes, assim como a Liga da Justiça. Ele também apresentou estratégias de ataque efetivas contra oponentes como Darkseid e Cheetah, e até mesmo conseguiu acabar com uma invasão alienígena por conta própria quando enganou os Caçadores/Coletores ao revelar seus planos ao mundo inteiro, após unir todos os reinos subaquáticos do planeta.

Armas/Equipamentos:

Pré-Novos 52: Mão de Arpão, Mão de Água (mágica) e Tridente de Netuno/Poseidon

Novos 52: Tridente de Poseidon e O Tridente do Rei

Ficha de Aquaman:

Aquaman, por Alex Ross

Nome Real: Arthur Curry (Orin, entre seu povo)
Ocupação: Rei de Atlântida; super-herói
Altura: 1,80m
Peso: 148 kg
Cor dos Olhos: Azuis
Cor do Cabelo: Loiro
Identidade: Pública
Local de Nascimento: Amensty Bay, Maine/EUA.
Cidadania: Norte-Americana, Atlante
Base de Operações: Poseidonis, Amnesty Bay
Educação: Ensino Médio; completou seus estudos recebendo tutoria de intelectuais atlantes

Parentes conhecidos: Mera (esposa), Rainha Atlanna (mãe, falecida), Tom Curry (pai, falecido), Mestre dos Oceanos (meio-irmão); Pre-Novos 52: Rei Atlan (pai, falecido), Atlanna (mãe, falecida), Mera (esposa), Porm (mãe adotiva, falecida), Tom Curry (pai adotivo, falecido), Mestre dos Oceanos (meio-irmão), Deep Blue (meio-irmã), Arthur Curry Jr. (filho, falecido), Orin (ancestral), Kordax (ancestral)

Parceiros: Mera, Aqualad, Arqueiro Verde, Topo; Pré-Novos 52: Vulko, Dolphin, A.J., O Guardião de Hy-Brasil, Tsunami, Nuada, Demônios do Mar, Poderosa, Deep Blue

Aquaman e Mera

Capa de A Trinca de Ases, por Jim Aparo (Ebal, 1981)

Conheci o rei dos mares quando criança, através da animação “Superamigos”. Ao contrário de muitos, nunca o vi apenas como “o cara que fala com os peixes” pois, dentre outras coisas, Orin sabia (e muito bem) fazer algo que jamais consegui dominar até hoje: nadar e mergulhar.

Certa vez, após muita insistência, convenci minha mãe a comprar um “atlas escolar” (quem cresceu nos anos 70/80 deve lembrar do pessoal que ia às escolas, para vender livros e revistas), cujo brinde era uma publicação da EBAL (a extinta “A Trinca de Ases – Edição Extra de Minha Revistinha”, 1981), na qual vinham três histórias: uma do Desafiador (Boston Brand, o Deadman), onde o herói ajuda um homem comum a travar uma guerra solitária contra os criminosos de sua comunidade; uma do Flash, na qual ele intercepta sinais numa linguagem “estranha” e acaba descobrindo tratar-se de golfinhos e, finalmente, uma do Aquaman enfrentando nazistas que haviam conseguido duplicar suas habilidades anfíbias e estavam, desde a segunda guerra, ocultos do mundo numa base na Antártida. Assim, descobri o fato dele ser casado com uma das personagens mais lindas nas quais eu já havia posto os olhos e ser o governante de 70% do planeta!

Para um garoto de seis anos, o senhor dos oceanos era uma personagem fantástica, com quem ele poderia viver aventuras que, em condições normais, apenas seria capaz de sonhar. Para o homem no qual esse garoto se tornou, é uma lembrança feliz da infância e um dos maiores heróis do reino mágico dos quadrinhos.

Abertura de Aquaman (1967):

Evolution of Aquaman in cartoons (Evolução de Aquaman nos desenhos animados):

Trailer de Liga da Justiça: Trono de Atlântida:

Aquaman, por Joshua Middleton (2016)

Créditos:

Vídeos: “Aquaman Intro” (CBS, 1967. Produzido por: Norm Prescott e Lou Scheimer), “Evolution of Aquaman in cartoons” (Then & Now YouTube Channel, 2017), Trailer de “Liga da Justiça: Trono de Atlântida” (Warner Bros./DC Animation, 2014), “Aberturas de Superamigos (1973-85)” (Tommy Retro’s Blast From The Past! YouTube Channel, 2013) e Trailer de “Aquaman” (Warner Bros., 2018).

Trilha sonora: “Aquaman’s Lament” de Mark Aaron James, do álbum Just a Satel-lite (2006).

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