Authorrochett

A Saga de Salomão Kane – Robert E. Howard e o horror sobrenatural na Era Elizabetana

O LUAR brilhava pálido, criando névoas prateadas de ilusão entre as árvores sombrias. Uma brisa suave murmurava através do vale, produzindo uma sombra que não era da neblina à luz da lua. Um leve cheiro de fumaça erguia-se no ar. O homem cujo passos longos e oscilantes porém inabaláveis, o haviam levado por uma milha desde o nascer do sol, parou de súbito. Um movimento nas árvores chamou sua atenção, e ele virou-se silenciosamente em direção às sombras, com uma das mãos pousando levemente sobre o cabo do florete preso à cintura. Cautelosamente ele avançou, seus olhos se esforçando para perscrutar a escuridão que pairava sob as árvores. Este foi um país selvagem e ameaçador; a morte poderia estar escondida sob as árvores. Em seguida, sua mão foi para longe do cabo e ele se inclinou para a frente. A morte, de fato estava lá, mas não em tal forma capaz de atemorizá-lo. “Chamas da perdição!” ele murmurou. “Uma garota! O que feriu você, criança? Não tenha medo de mim.” A jovem olhou para ele, seu rosto pálido surgiu da escuridão. [...]

Os Skrotinhos – Angeli e a saga dos tipinhos mais inúteis dos quadrinhos nacionais

Um dos sentimentos que mais afligiu o animal humano, desde o desenvolvimento das chamadas “faculdades mentais”, foi uma crescente e terrível insatisfação com o meio a rodeá-lo. Em pouco tempo, nossos ancestrais primitivos chegaram à conclusão de que tudo não passava de uma bela porcaria e só muito saco pra aguentar a droga do mundo. Em resposta a essas (e outras nem tão brilhantes divagações), Arnaldo Angeli (isso lá é nome de macho?) Filho – mais conhecido por Angeli – deu luz à dupla mais odiosa e politicamente incorreta que já desfilou no “reino encantado” dos quadrinhos nacionais. [...]